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Cláudio Osti

Força Tarefa vai à Suiça para investigar cartel dos trens que agia em São Paulo

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Do Blog do Fausto Macedo/Estadão

Parte para Berna, Suíça, no início de dezembro, uma equipe de promotores de Justiça de São Paulo e procuradores da República. Missão: agilizar a obtenção de provas contra o cartel metroferroviário que, entre 1998 e 2008, conquistou contratos bilionários do Metrô e da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) e do Metrô do Distrito Federal, segundo a multinacional alemã Siemens.

A força-tarefa foi constituída pela Procuradoria-Geral de Justiça de São Paulo e pela Procuradoria-Geral da República.

Márcio Fernando Elias Rosa, chefe do Ministério Público do Estado de São Paulo, e Rodrigo Janot, chefe do Ministério Público Federal, reuniram-se nesta quinta feira, 13, para definir a formação da equipe e os detalhes para a viagem à Suíça.

A meta é solicitar, via cooperação internacional, todos os documentos relativos aos personagens do conluio, especialmente agentes públicos que se teriam beneficiado de um esquema de pagamento de propinas.

Em 2014, a Suíça já enviou extratos bancários de João Roberto Zaniboni, ex-diretor da CPTM, em cuja conta em Genebra foram depositados US$ 826 mil – para a Promotoria, dinheiro de propina.

A Suíça também liberou papéis que incriminam o conselheiro afastado do Tribunal de Contas do Estado (TCE) Robson Marinho, mas no âmbito de outra investigação, sobre contrato da área de energia envolvendo a Alstom – multinacional francesa que também integrou o cartel metroferroviário.

A força-tarefa de promotores de Justiça e procuradores da República vai pedir documentos sobre lobistas das multinacionais do cartel que, por meio de empresas de consultoria, teriam realizado o pagamento de propinas.(leia mais)

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2 comentários

  • Billy Cox Inhana

    A polícia federal e o juiz Moro salvaram mais uma vez os tucanos. Alguém acha que a mídia vai perder tempo com o trensalão se tem mais um capítulo do petrolão?

  • E a gente sabe que esse processo poderia estar bem mais adiantado se o procurador da República em São Paulo, Rodrigo de Grandis, não tivesse “esquecido” na gaveta (durante quase 3 anos!) o pedido da Justiça da Suiça de ouvir tucanos de alta plumagem sobre esse propinoduto. É o que sempre digo: os tucanos têm uma sorte…

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