Greve de fome em frente a Assembleia Legislativa do Paraná

do Contraponto
O grupo de professores e funcionários da rede estadual de ensino, que estava desde a tarde dessa quarta-feira (18) no prédio administrativo da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep),  desocupou o local por volta das 10h40 desta quinta-feira (19). A decisão foi motivada por uma decisão judicial que determinou a saída.
Após a desocupação, o grupo  iniciou reunião entre os deputados, integrantes do governo e do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Paraná ( APP-Sindicato).

Segundo a APP, professores iniciaram greve de fome e permanecerão em frente ao Palácio Iguaçu até uma resposta positiva sobre as reivindicações da categoria, como a revogação do edital que prevê a contratação de professores temporários por meio de Processo Seletivo Simplificado (PSS).

Os manifestantes são contra o formato de seleção, que prevê uma prova escrita como critério de seleção. “A contratação de professores e funcionários por meio do PSS ocorre há 15 anos no Paraná e nunca foi realizada com prova e cobrança de inscrição”, reclamou a categoria.

3 thoughts on “Greve de fome em frente a Assembleia Legislativa do Paraná

  • 19/11/2020, 20:26 em 20:26
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    Já começou a campanha dos “devotos do Ratinho” insinuando que os professores atingidos pelos edital do governo estão atrás de vantagens e tentando fugir de uma prova. Como tem gente ignorante e/ou que age de má-fé. Se o cidadão quer entender o que está acontecendo, basta saber que PSS significa Processo SELETIVO SIMPLIFICADO. Não vejo nenhum professor tentando fugir de uma seleção, atrás de alguma facilidade para dar aulas. Eles só querem que o processo seja seletivo e simplificado como foi até agora. Eles só não querem participar de provas presenciais feitas em ambientes que vão expô-los ao risco de serem contaminados pelo coronavírus. Vai ver que o governador e seu secretário de “educassão” acreditam que covid não passa de gripezinha, né?!?

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  • 20/11/2020, 12:34 em 12:34
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    Que o Brasil saiba, que em uma medida desesperada para manterem o seu emprego, um grupo de professores e servidores PSS da rede estadual, estão em greve de fome no Paraná contra as medidas absurdas e desrespeitosas tomadas pelo governador Ratinho Junior PSD.
    #RevogaJáEdital47
    #RespeiotoAosPss
    #ProvaÉParaConcursoPúblico
    #RetiraEdital47
    #NãoÀTerceirização
    #RevogaJáProvaPSS
    Texto de um PROFESSOR de contrato PSS que está em GREVE de FOME na porta do Palácio Iguaçú, sede do (des) Governador rato do Paraná
    Já passou da meia noite e estou deitado ao relento e sem conseguir dormir. Olho para o lado e vejo as portas colossais do Palácio Iguaçu, sede do governo estadual.
    Lembro que deixei em casa meus sete gatos e minhas duas cachorras sozinhas, aos cuidados de familiares.
    Isso por enquanto não me preocupa.
    Passa da meia noite e já completei um dia de greve de fome.
    Minha mente já está cansada, talvez confusa, mas com certeza reflexiva. Os porquês perambulam na cabeça zonza. Pode ser a falta de glicose. Como consolo, um copo de água.
    Dormindo ao relento por meu emprego. Greve de fome junto com outras pessoas de várias partes do Estado. Uma luta que acredito que seja por milhares de pessoas. Hoje eu sou representante de muitas vidas e talvez isso me dê a proteção necessária para continuar. Espíritos de luz? Anjos? Energia positiva? O que nos mantém em foco? O que me mantém sem comer? Dignidade.
    O que me mantém com a chama acesa nessa luta incessante é que às vezes sinto que faço parte de algo maior. Cotidianamente sou tão pequeno diante de tantos gigantes por aí. Mas quem está dormindo do lado de fora do Palácio que governa o estado sou eu. Sou tão grande quanto a porta colossal.
    A fome bate, nem ligo. Lembro de Gandhi e suas lutas cheias de sentido.
    Vejo ao lado almas iluminadas e tão cheias de potência quanto eu.
    Por isso luto. Lutarei até o último instante. Coletivamente e individualmente, pois sei que as duas coisas andam juntas.
    Deixar de me alimentar não é o problema. O que me espanta é sentir que mesmo diante de tudo isso não há apoio suficiente. As pessoas estão tão cegas quanto aquelas do livro do Saramago. Hoje sou o artista da fome de Kafka. O professor da fome?
    O governo fez um contrato de 3,5 milhões com uma empresa para ela aplicar prova para professores temporários. A previsão é que 100 mil façam a prova para que 4 mil assumam as vagas.
    E ainda há a pandemia. Uma doença que já passou do milhão de mortos no mundo e 160 mil no Brasil. Concursos cancelados em todo lugar. Aqui não. E não é concurso. É contrato temporário. É para trabalhar por um ano, se houver trabalho. Depende. Vai na fé e na sorte.
    Esse é o país que um dia teve a vontade freireana de se transformar pela educação. Esse é o país em que o professor precisa dormir ao relento e fazer greve de fome para tentar convencer um governo do óbvio.
    Medo de prova? Não tenho medo nem da morte. Tenho medo é do que o ser humano pode fazer por poder e por ego.
    O que me dá motivação é conseguir mexer um pouco com esse poder e mostrar que posso pelo menos incomodar.
    Fome, cansaço ou descaso não vão me parar.
    De alguns eu sinto pena, não de mim, que me tornei gigante frente a essa porta.
    ________
    Reflexões sobre uma greve de fome
    20/11/2020
    Leandro Francisco de Paula

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  • 20/11/2020, 13:21 em 13:21
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    Bobinhos e ingênuos, deveriam fazer como Sapo Barbudo, pegar (e pagar) uns tontos do MST para fazer greve no lugar dede.

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