Laje do Forum cai e três ficam feridos em Londrina

Um acidente agora no final da tarde em Londrina. Parte de uma laje do Forum Criminal de Londrina caiu ferindo sem gravidade duas pessoas que passavam perto do local. Um motoqueiro também sofreu ferimentos leves. Ao passar pelo local ele foi atingido por uma árvore que também foi derrubada pela laje do prédio.

O Forum está sendo demolido para a construção de um novo edifício.

Fotos Marwan e Portal Cambé

4 comentários em “Laje do Forum cai e três ficam feridos em Londrina

  • 16/05/2019, 08:49 em 08:49
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    Acidente? Eles estão demolindo e pelo jeito não seguiram o protocolo deste serviço. A IMPRENSA DE LONDRINA PRECISA INVESTIGAR MAIS E DEIXAR A PREGUIÇA DE LADO. Saudades de jornalista investigativos como Marinósio. essa geração Google não tá com nada.

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    • 16/05/2019, 10:49 em 10:49
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      Kkkkk. Marinosio investigativo foi boa. Kkkkkkk. Conta outra?

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  • 16/05/2019, 11:19 em 11:19
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    Leleco, vai ler a história para argumentar. Respeite.

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  • 16/05/2019, 11:24 em 11:24
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    FOLHA DE LONDRINA https://www.folhadelondrina.com.br/folha-2/realidade-nua-e-crua-977120.html

    Em uma época não muito distante, em que a truculência e os desmandos das polícias Civil e Militar imperavam sem limites na cidade de Londrina, jornalistas exerciam o papel fundamental em dar voz aos cidadãos, principalmente aos menos favorecidos. Nesse tempo, era corriqueiro deparar-se com crimes cometidos por ricos que ficavam “sem” solução, enquanto pobres, negros e travestis sequer tinham direito à defesa; eram amontoados e tratados como bichos em cadeias superlotadas. Ao mesmo tempo, corrupção de várias espécies corria despudoradamente e impune entre políticos, autoridades e policiais de todos os escalões. Como a vigilância de órgãos especializados era quase inexistente, cabia ainda mais à imprensa trazer à tona o que estava encoberto pelo poder institucionalizado.

    A cobertura policial, especializada na apuração de fatos criminais, de segurança pública, sistema penitenciário, investigações policiais e judiciais, está entre os gêneros jornalísticos que, até hoje, mais despertam interesse nos leitores. Apesar disso, ainda é um modelo marginalizado, sobretudo pelos intelectuais, que negligenciam sua importância e relevância. Tanto é que, raramente, é incluído como parte regular de ensino nas instituições de jornalismo, mesmo que acompanhar o funcionamento dos aparatos policiais requeira o mesmo empenho e treinamento de outras esferas. Portanto, quem o exerce, aprende na rua, no dia a dia da profissão, na porta da delegacia e do IML, retratando a realidade menos agradável do cotidiano das pessoas.

    E quando se fala em jornalismo investigativo e policial em Londrina, há vários expoentes, dentre eles Marinósio Trigueiros Neto, que por décadas atuou como repórter em importantes veículos de comunicação como “O Panorama”, “O Estado do Paraná” e “Folha de Londrina”. Falecido em 1993, aos 45 anos, Marina, como era chamado pelos colegas, recebe nesta quinta-feira (11), uma homenagem do Departamento de Comunicação da Universidade Estadual de Londrina (UEL), onde também foi docente por onze anos. Será às 9 horas, na secretaria do departamento, local onde já existe um mural em seu nome intitulado “O Pedreiro do Jornalismo”, que passará a ser memorial “Espaço Marinósio Trigueiros Neto”. Logo em seguida, na sala 683 do Centro de Educação, Comunicação e Artes (Ceca), haverá uma mesa redonda com os jornalistas Nicéia Lopes e Chico Amaro, com o tema “Jornalismo de Polícia nas décadas de 1980 e 1990 em Londrina”.

    Professora do departamento, Regina Escudero explica que o memorial reunirá uma máquina de escrever, uma escrivaninha e um cadeira da época em que Marinósio era professor na instituição. “Guardamos por todos esses anos e, agora, vamos deixar esses objetos à mostra para que os alunos tenham uma ideia de como um jornalista atuava. É uma forma de lembrarmos do trabalho dele e homenagearmos sua contribuição ao curso de Jornalismo e à imprensa de Londrina.” Nicéia Lopes, que foi colega de Marinósio por muitos anos como repórter de rua, lembra da importância dele em sua formação. “Comecei aos 18 anos como repórter de rádio na porta da delegacia. Além de colega de profissão, Marinósio foi um professor que me orientou em todos os meus passos. Era um homem de uma generosidade enorme”, diz emocionada.

    Homem de várias facetas
    Vindo de uma época em que jornalista se criava fazendo, Marinósio teve uma vida marcada por várias facetas. Dentre elas, foi jornalista, produtor cultural, escritor e professor universitário. Filho do músico e jornalista baiano Marinósio Trigueiros Filho (autor da marchinha “Cachaça”), ainda muito jovem já demonstrava sua vocação. Também pudera, nasceu no mesmo ano de fundação do jornal “O Combate”, em 1948, que por muitos anos funcionou no andar debaixo de sua casa, comandado pelo pai por 17 anos até o início da Ditadura Militar.

    As primeiras manifestações jornalísticas foram aos 16 anos, quando fundou o jornal estudantil “A Voz do Estudante”, periódico de grande repercussão nos movimentos secundaristas, que deu continuidade por mais dez anos, até 1974. Já no ano seguinte, em 1975, foi um dos repórteres do extinto e emblemático jornal “O Panorama”, veículo que reuniu grandes nomes da imprensa nacional em Londrina e foi um marco na história da cidade. Fato, inclusive, que o motivou a iniciar os estudos em Comunicação Social na Universidade Estadual de Londrina (UEL), em 1976, na segunda turma de Jornalismo.

    Com o fechamento do jornal um ano depois, foi convidado a trabalhar como repórter do jornal “O Estado do Paraná”, na sucursal de Londrina, onde ficou por sete anos e teve uma carreira marcada, sobretudo, pelo jornalismo investigativo e policial, recebendo prêmios como repórter do ano. Com frequência, também se enveredava por matérias de vivência e combate às mazelas sociais. Nessa época, como já atuava como jornalista profissional, outras vocações afloraram na graduação. Juntamente com colegas de classe, em 1979, organizou a Mostra de Música Popular Brasileira, nos moldes dos grandes festivais populares de música do País, com mais oito edições ao longo da década de 1980.

    No ano de 1982, Marinósio foi convidado a dar aulas no curso de Jornalismo da UEL, onde atuou até 1993, ano de seu falecimento. Foi professor de disciplinas de técnicas de redação e jornal laboratório, e ficou conhecido, principalmente, por sua metodologia nada convencional e que não se enquadrava nos moldes acadêmicos, mas que encantava os alunos, muitos deles, hoje, jornalistas reconhecidos nacionalmente.

    Marinósio foi ainda repórter da Folha de Londrina no ano de 1981, também no gênero investigativo e policial, realizando reportagens e denúncias que culminaram, inclusive, em queda de grandes nomes da polícia civil e militar do Paraná. Anos mais tarde, como colaborador da FOLHA, concorreu a prêmios de jornalismo com uma reportagem sobre o caso da enxada de ouro doada para a campanha “Ouro para o bem do Brasil”, publicada em 1991.

    Em 1992, lançou o livro “A História da Imprensa de Londrina – Do Baú do Jornalista”, que conta a história da imprensa da cidade até o ano de 1990, realizado em parceria com seu pai. O último trabalho de Marinósio Trigueiros Neto em redação foi no final de 1992, quando voltou a atuar como repórter no extinto Correio Londrinense. Faleceu em julho de 1993, aos 45 anos, em Salvador, na Bahia, em decorrência de complicações de uma pancreatite aguda. (M.T.)

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