Mais uma flexibilizada básica

do N.Com

Como forma de abrir novas possibilidades ao setor de eventos em geral, incentivando toda sua cadeia produtiva no período de pandemia do coronavírus, o prefeito Marcelo Belinati assinou, nesta quarta-feira (10), o Decreto nº 664, autorizando a realização de eventos no formato drive-in e também digitais (lives).

Com a nova medida, estão liberados eventos, shows, apresentações, sessões de cinema, projetos audiovisuais, atividades culturais e prestação de serviços em ambientes abertos ou fechados, para clientes e espectadores usufruírem a partir de seus veículos, com o devido conforto e segurança. Ficam normatizadas, ainda, as produções que ocorrem em estúdios ou cenários com transmissão pela internet, ao vivo ou gravados, sem a presença física de público. Londrina passa a ser uma das primeiras cidades do Brasil a formalizar, via decreto, a regulamentação deste tipo de atividade.

Poderão ser realizados eventos em locais como shoppings, estacionamentos, áreas públicas e outros, desde que haja o cumprimento de todas as medidas previstas pelo decreto. O pacote inclui regras gerais e específicas, incluindo afastamento de colaboradores do grupo de risco, trabalho remoto para atividades administrativas, máscaras e equipamentos de proteção para todos os envolvidos, higienização de ambientes, superfícies e fornecimento de álcool em gel nas entradas, distanciamento entre veículos e pessoas, entre outras.

A íntegra do conteúdo pode ser acessada no Jornal Oficial do Município, edição 4089. Todos os estabelecimentos responsáveis pela realização destes eventos deverão cumprir, obrigatoriamente, as normas sanitárias, de saúde e segurança vigentes. As regras valerão tanto para organizadores, contratados e colaboradores, bem como para clientes e participantes em geral.

O decreto é resultado de uma articulação integrada entre diversas instituições da cidade, envolvendo entidades como o Instituto de Desenvolvimento de Londrina (CODEL), Londrina Convention Bureau, Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (ABRASEL) – Regional Norte do Paraná, e Associação Comercial e Industrial de Londrina (ACIL).

Foto: Emerson Dias

O prefeito Marcelo Belinati frisou que esta iniciativa vem para minimizar os impactos causados pela pandemia e criar alternativas aos segmentos e prestadores de serviço ligados à cultura, turismo, eventos, arte, esporte, entre outros. “São setores entre aqueles mais afetados pela crise econômica global desencadeada pela Covid-19. Por isso, este apoio será de grande importância para fortalecer todas as entidades, instituições, empresários, agentes culturais e pessoas envolvidas com eventos. Neste momento de dificuldades, ajudará a manter empregos, gerar renda e movimentar a economia local, além de oferecer opções variadas de cultura e lazer ao público”, comentou.

Foto: Emerson Dias

Segundo o presidente da CODEL, Bruno Ubiratan, esta é uma oportunidade para os diversos segmentos ligados a eventos se reinventarem e buscarem novos formatos para suas atividades. “Será uma experiência inovadora para incentivar a cadeia produtiva de eventos, que poderá oferecer entretenimento e serviços de uma forma diferente, devido a atual realidade. Poderão ser realizados shows musicais, apresentações de teatro e culturais, cinema, eventos esportivos, festivais, entre outras atrações, englobando diferentes vertentes. Festivais como o de Blues e o FILO poderão levar suas atrações às pessoas, por exemplo, neste momento de restrições e isolamento social. Houve mobilização de entidades da cidade para, juntamente com o poder público, viabilizar a liberação de eventos de forma segura aos realizadores e ao público”, destacou.

Foto: Emerson Dias

Oportunidades – A presidente do Londrina Convention Bureau, Daiana Bisognin Lopes, enfatizou que a normatização e liberação destas modalidades de eventos movimentam o setor, com a retomada de trabalho de muitas empresas, fornecedores e colaboradores que estavam parados. “Com a impossibilidade de eventos presenciais e a falta de opções culturais na cidade, é preciso criar novas alternativas de gerar renda e condições de acesso à população. Além do drive-in, os eventos digitais também se fortalecem neste período e já fazem parte da rotina de muitas pessoas, por isso é importante que essas produções ocorram seguindo regras de organização para que tudo seja feito com segurança”, disse.

Foto: Emerson Dias

De acordo com Fernanda Yumi, presidente da ABRASEL Regional Norte, serviços como drive-thru, retirada e delivery têm ajudado a movimentar e fortalecer os estabelecimentos que trabalham com alimentação durante a pandemia. “Agora, os eventos liberados para drive-in poderão contar com comercialização de alimentos e bebidas, o que gera novas oportunidades ao segmento. Uma das ideias são pedidos que poderão ser feitos de dentro dos veículos por meio de aplicativos de celular, que são ferramentas cada vez mais utilizadas pelas pessoas em casa para pedir comida e produtos. É momento das entidades se unirem e trabalharem parcerias como esta”, afirmou.

Foto: Emerson Dias

Já a analista de negócios da ACIL, Valéria Furlan Sitta, acredita que a rede de eventos e negócios pode ser beneficiada com ações como esta. “Creio que seja um marco inicial, necessário para movimentar as instituições e mobilizar os profissionais. Esta é uma oportunidade de vislumbrarmos novos horizontes e formas de produção, pois não sabemos quando as atividades regulares serão retomadas, e como isso irá ocorrer, é um período de incertezas. Não podemos ficar parados e temos de buscar novas alternativas e demandas de negócios”, frisou.

Também participaram da assinatura o presidente da Fundação de Esportes de Londrina (FEL), Sandro Moreira, e o vereador Fernando Madureira, além de representantes de outras secretarias municipais e entidades de Londrina.

One thought on “Mais uma flexibilizada básica

  • 12/06/2020, 12:40 em 12:40
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    O prefeito Marcelo Belianati cedeu a pressão da ACIL, cedeu a pressão de outros poderosos de Londrina, agora cede a pressão do pessoal que faz eventos, e o número de casos de covid19 na cidade disparou. Já podemos dizer que está fora de controle. A superintendente do HU acabou de dar entrevista dizendo que os leitos de UTI do HU estão superlotados, não tem mais vaga no HU que é o hospital referência. Diretores de outros hospitais da cidade já disseram que a situação de outros hospitais não é confortável, então vai faltar leito de UTI e respirador para todos. Vai morrer londrinense na fila por uma UTI. O COESP tem que mandar fechar o comércio o mais rápido possível. Emprego, dinheiro, recuperar empresa, depois é só correr atrás que todos conseguem, a vida não volta mais. Morto não precisa de emprego, morto não sente fome, morto não liga se a empresa faliu.

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