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Cláudio Osti

Mortalidade infantil em Londrina cresce 20% em dois anos. Dá pra explicar?

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Da CBN Londrina

Só em 2018, 161 crianças morreram vítimas de doenças. Um debate vai ser organizado pela secretaria municipal de saúde para discutir a gravidade da situação.

Segundo dados do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Municipal (Ipardes), a mortalidade infantil em Londrina cresceu de 2016 para 2018. Em dois anos, o índice saltou de 8,7% para 10,46%, considerando um caso a cada mil nascidos vivos. A gerente de vigilância em saúde da Secretaria Municipal, Sônia Fernandes confirma a preocupação diante desse aumento de 20%.

Ainda segundo o Ipardes, em 2018, duas crianças menores de cinco anos e uma menor de um ano morreram por doenças infecciosas e parasitárias. Por conta de complicações no aparelho respiratório, foram sete crianças menores de cinco anos e cinco antes de completar um ano de idade. Por isso, ela afirma que é preciso considerar vários fatores na análise das causas, que começam por uma gestação problemática. Ou seja, a maioria dos casos é considerada evitável.

Os dados mostram ainda que, no ano passado, foram 80 mortes, sendo metade de crianças com menos de um ano e a outra menores de menores de cinco anos por conta de afecções originadas no período perinatal. A má formação congênita fez 46 vítimas.

Um debate sobre o assunto vai acontecer em Londrina, ainda sem data definida, para discutir quais as causas desse aumento de mortalidade em crianças com até um ano de idade. Representantes de entidades ligadas à saúde pública e outros órgãos devem participar.

No total, de acordo com informações coletadas pelo Ipardes foram 73 mortes de bebês e 88 de crianças com menos de cinco anos de idade.

Por Claudia Lima
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1 comentário

  • Décio Paulino

    Claro que dá pra explicar. A elite econômica, os evangélicos do Malafaia & Cia. e os golpistas em geral derrubaram um governo social-democrata, portanto, com propostas de cunho social (que os imbecis chamam de comunistas) e implantaram o capitalismo do salve-se quem puder, também chamado de neoliberalismo. O resultado não pode ser diferente: quem não tem dinheiro para pagar um plano de saúde ou assistência médico-hospitalar particular e depender do sistema público de saúde vai ficar no mato sem cachorro, ao relento em noite de tempestade. Mas o prefeito, que é um doutor, pode pôr a culpa nos enfermeiros. Bolsonaro adora imitar Trump. O presidente americano quer acabar com o Obamacare. Aqui o governo quer desmontar o SUS como está acabando com o programa Mais Médicos.

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