O preço do feriado

 Como ensina a Bíblia, o feriado foi feito para o homem, não o homem para o feriado. Neste momento de crise econômica, em que a cidade luta com todas as forças para evitar o fechamento de lojas e a demissão de trabalhadores, é no mínimo um contrassenso que o comércio do Centro de Londrina seja obrigado a fechar as portas numa das três mais importantes datas do varejo, o dia 12 de junho. Respeitamos o feriado do Padroeiro da cidade, mas entendemos que o comerciante deve ter liberdade para abrir ou não as portas na data. Aliás, convém lembrar que outras formas de varejo – como os shoppings e supermercados – funcionarão normalmente no Dia dos Namorados. Onde está a isonomia? É uma injustiça terrível penalizar somente os empresários e trabalhadores do varejo do centro da cidade. Todos perdem: os lojistas (que terão prejuízos), a população (que fica sem escolha) e os empregados (que deixam de ganhar comissões em um dos dias mais movimentados do ano). Transferir o feriado do comércio para o dia 15 seria uma atitude muito mais justa e racional. Ainda há tempo para que o Sindicato dos Empregados do Comércio tenha um gesto nobre e deixe de causar esse mal à cidade e aos seus associados. Afinal, o momento é de união e trabalho contra a crise.


Valter Orsi – Presidente da ACIL (Associação Comercial e Industrial de Londrina)

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