A Polícia Federal, em cooperação com o Ministério Público Federal e com a Receita Federal, deflagrou hoje a 60ª fase da Operação Laja Jato, denominada Ad Infinitum. O objetivo foi apurar a existência de um complexo e sofisticado método de lavagem de dinheiro, envolvendo o repasse de quantias milionárias ao chamado Setor de Operações Estruturadas da Odebrecht. O ex-senador Aluysio Nunes (PSDB) é um dos alvos. Paulo Preto, operado de governos do PSDB em São Paulo foi preso.
Essas atividades aconteciam por meio da atuação de operadores financeiros, entre os anos de 2010 a 2011, para que a empresa irrigasse campanhas eleitorais e efetuasse o pagamento de propina a agentes públicos e políticos aqui no Brasil.
Cerca de 50 policiais federais cumprem 12 mandados de busca e apreensão, em 10 localidades, além de 1 mandado de prisão preventiva, nas cidades de São Paulo, capital, São José do Rio Preto, Guarujá e Ubatuba, todas no estado de São Paulo. Os mandados foram expedidos pela 13ª. Vara Federal de Curitiba-PR.
O preso é um operador financeiro já indiciado em outras fases da Operação Lava Jato. Ele é suspeito de ter fornecido grande parte dos recursos para a empresa. Também foi determinada ordem judicial de bloqueio de ativos financeiros dos investigados.
As investigações tiveram início a partir de depoimentos e colaborações colhidas dos próprios funcionários da Odebrecht e de doleiros investigados em fase anteriores da operação. Isso permitiu apurar que, entre os anos de 2010 e 2011, um dos investigados mantinha em território brasileiro cerca de R$ 100 milhões, em espécie, e conseguiu, ao longo deste período, repassá-los ao Setor de Operações Estruturadas da empreiteira. O objetivo era possibilitar que esta fizesse caixa para financiamento de campanha eleitorais e pagamento de propina a agentes públicos.
Depois dos valores repassados, a fim de ver recebido o dinheiro de volta após o empréstimo ilícito, o principal investigado se valeu de cooperação de operadores financeiros, que atuavam lavando o dinheiro devolvido pela Odebrecht, por meio de empresas e contas no exterior que passavam assim a justificar os recursos usados indevidamente.
O preso será levado para a sede da PF em São Paulo e posteriormente trasladado para a Superintendência do Paraná, onde será interrogado.
Será concedida coletiva de imprensa, às 10h, no auditório da Superintendência Regional da PF em Curitiba-PR.















2 comentários
Décio Paulino
Esse Paulo Preto é investigado há quase 10 anos! E até agora, nas pouquíssimas vezes que foi preso, não deu nem pra esquentar a caminha do corró. Com as costas quentes que ostenta, Paulo Preto só vai ser condenado depois de ser cremado ou enterrado.
Décio Paulino
Então temos uma remessa de tucanos indo pro xilindró porque não passam de larápios do dinheiro público. Se a PF estiver trabalhando direitinho, em breve teremos mais uma remessa tendo o mesmo destino. Será que o ministro do Bolsonaro que foi fotografado todo alegrinho com Aécio Neves, aquele que não vinha ao caso mesmo quando delatado pelo Youssef, vai mandar a PF dar os tucanos o mesmo tratamento dado ao Queiroz? Talvez tudo não passe de uma encenação da justiça brasileira…