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Editor:
Cláudio Osti

PP no Petrolão

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Entrevista do vice governador do Rio de Janeiro, Francisco Dornelles (PP), no caderno de Economia da Veja desta semana, mostra o verdadeiro PP no Petrolão: “Nossa posição é delicada, e o PP está abalado. Mas costumo dizer que partido político é como um buquê: tem rosa, cravo e flor de cemitério. Há pessoas no PP pelas quais eu não ponho a mão no fogo; por outras talvez não. Quando Severino Cavalcanti ganhou a eleição para a presidência da Câmara dos Deputados, em 2005, o PP reivindicou uma diretoria na Petrobras. Aí, gente do próprio governo federal sugeriu que o partido apadrinhasse Paulo Roberto Costa (ex-diretor de Abastecimento e delator do esquema na estatal). O José Janene (então líder do partido na Câmara, morto em 2010) topou. Aliás, quando eu era ministro do Trabalho de FHC, o Janene me indicou três conhecidos, que tive de afastar, um depois do outro, porque estavam vendendo facilidades. O quarto acabou preso pela polícia. Este nasceu assim, irresponsável. No caso da Petrobras, os desdobramentos foram inacreditáveis. Só espero que não haja clemência com ninguém na Operação Lava-Jato. Quem tem culpa precisa pagar.”
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4 comentários

  • PeTrolão de volta

    Rapaz ainda tem petista trabalhando para ser coxinha?
    Este Carlos Marques está mais para espião búlgaro do que esloveno.
    E será que o PT ainda paga ou espera o PeTrolão voltar?

    • Carlos Marques

      Meu amigo, nem espião búlgaro nem esloveno. Apenas um cidadão com discernimento para ler nas entrelinhas, compreender o discurso de quem defende pobre e de quem está a serviço da Casa Grande. Apenas um cidadão que conhece as patranhas jurídicas associadas à impunidade da classe social que revelam como os tucanos do mensalão mineiro estão soltos até hoje enquanto os petistas estão presos, até mesmo sem prova já que ao juiz (que mais parecia a reincarnação de um inquisidor) bastava o domínio do fato. E o Petrolão não vai voltar, enquanto a Dilma for presidente. O mesmo não se pode dizer se algum fascista (com terninho de social-democrata alemão) voltar ao governo. (Três toques na madeira!)

  • Carlos Marques

    Francisco Dornelles é esperto e tenta livrar a cara do PP. Deveria dizer quem do governo Lula indicou o Paulo R. Costa. Na realidade, na época, o Paulo R. Costa era considerado eficiente funcionário de carreira da Petrobras. Foi nomeado em 1995 Gerente Geral do Depto. de Exploração e Produção do Sul por Fernando Henrique Cardoso. Ainda no governo tucano, de 1997 a 2000, ele foi Diretor da Petrobras Gás S.A., responsável pela construção do gasoduto Bolívia – Brasil. Certamente uma investigação daqueles contratos poderia revelar algumas (ou muitas) falcatruas. Mas isso não interessa ao Moro e aos delegados federais tucanos. A verdade é que Dilma cortou as asas de Paulo R. Costa. Daí seu ódio pelo PT e pela presidente. Até agora o que se viu mesmo é que quem mais desviou dinheiro da Petrobras foram seus funcionários. Empresas se beneficiaram com a formação de cartel. Partidos se beneficiaram com as doações dessas empresas cartelizadas. Mas aí não é só o PT. É claro que os golpistas aninhados no PSDB e seus aliados fazem de conta que não receberam um centavo dessas empresas. Aliás, o partido que mais se beneficiou com a doação dessas empresas foi o próprio PP que, no Paraná, é carne e unha com o PSDB.

  • E lá vão eles

    Tem tanta gente que ele Jannani indicou e se lascou.
    A começar com o Eduardo Alonso de Oliveira – o primeiro delator de Londrina.
    O quarto atuava na Delegacia do Trabalho do Paraná do Ministério do Trabalho.

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