Procuradoria ouve testemunhas em inquérito de Richa

Do Fernando Tupan

A procuradoria-Geral da República (PGR) começou a ouvir nesta quinta-feira (10) as primeiras testemunhas em um inquérito que apura supostas irregularidades que teriam sido cometidas pelo governador do Paraná Beto Richa (PSDB). As informações são do G1.

Há indícios de que o tucano tenha beneficiado uma empresa que fez negócios com a família dele, ao assinar um decreto para liberar construções comerciais às margens da BR-277, em Paranaguá, no litoral do estado.

Os depoimentos foram prestados à PGR na tarde desta quinta-feira. Foram ouvidos o presidente do Instituto Ambiental do Paraná (IAP), Tarcísio Mossato Pinto, o chefe do departamento de licenciamento e atividades florestais do IAP, Venilton Pacheco Mucillo, e o empresário Theodócio Jorge Atherino, sócio da empresa Green Logística.

O inquérito foi autorizado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). O caso já é investigado em primeira instância, em Paranaguá. Cinco pessoas respondem ao processo.

Segundo as investigações, a Green Logística foi a empresa beneficiada com o decreto assinado por Richa. Em novembro de 2013, a empresa pediu ao IAP uma licença prévia, para construir um estacionamento de caminhões, em uma área de mata atlântica, às margens da BR-277. O local fica próximo ao Porto de Paranaguá. Um mês depois, a Green Logística comprou o terreno onde pretendia construir a obra. (leia mais)

Um comentário em “Procuradoria ouve testemunhas em inquérito de Richa

  • 11/08/2017, 17:34 em 17:34
    Permalink

    Além do texto do post, se alguém quiser mais informações sobre um dos personagens citados – Theodócio Jorge Atherino, o Grego – deve ler a matéria do Estadão: “Beto Richa ‘Bigão’ recebeu mais de R$ 3 milhões em propina, afirmam delatores”, publicada em 17/4/2017. Eu me divirto mesmo é quando vejo certos notórios moralistas londrinenses que pedem aos berros cadeia para os petistas corruptos mas participam dos “beja-mãos” quando o governador vem a Londrina.

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