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Editor:
Cláudio Osti

Tiro ao tucano

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Prisão de Paulo “Preto” Vieira de Souza, apontado como operador do PSDB de São Paulo, oito processos (com pedido de prisão) contra Marconi Perillo, ex-governador de Goiás, e outro problema surgindo: a Rodonorte, empresa do grupo CCR, prepara delação premiada que, dizem, envolve o ex-governador Beto Richa. Há histórias de entrega de malas de dinheiro no palácio, no Tribunal de Contas e na Associação dos Concessionários.

Coluna Carlos Brickmann

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  • E AGORA JOSÉ? parte 3

    Lava Jato inverte a roda no pedágio da Rodonorte
    Nestes 21 anos de pedágio nas rodovias do Anel de Integração do Paraná, poucas vezes as tarifas baixaram. O slogan “baixa ou acaba” que elegeu um governador em 2002 já passou há muito tempo para os reinos do folclore político e das piadas. O “acordo” do início do governo Richa em 2011, que suspendeu as centenas de ações judiciais entre o estado e as concessionárias, teve o mesmo destino.

    Contra o poder das concessionárias não prevaleceram nem o autoritarismo nem o bom-mocismo civilizado das negociações – com mais gravidade para este último caso, pois por baixo do tal “acordo” continuaram se escondendo negociatas agora denunciadas pela Operação Lava Jato.

    Houve casos em que a tarifa supostamente “baixou” ou subiu menos porque, para compensar o “prejuízo” das concessionárias, suprimiram-se obras. Um caso típico aconteceu com a Rodonorte – concessionária que administra o trecho Curitiba-Londrina, com ramificações que adentram o Norte Pioneiro. Em 2011, para que a pedageira “concordasse” em duplicar 14 quilômetros do contorno de Campo Largo, ela foi desobrigada de duplicar 41 quilômetros entre Jaguariaíva e Piraí do Sul.

    Agora, um acordo de leniência celebrado entre a Lava Jato e a Rodonorte começa a fazer a roda girar em sentido anti-horário: a concessionária assinou compromisso de reduzir em 30% o valor das tarifas como forma de compensar os usuários pela perda de R$ 365 milhões que pagaram indevidamente a mais em razão das muitas irregularidades cometidas por meio de aditivos pra lá de suspeitos.

    Com isso, por exemplo, a tarifa entre os dois extremos do contrato original – isto é, entre Curitiba e Londrina – deve cair dos atuais R$ 41,70 para menos de R$ 30,00.

    O acordo de leniência da Rodonorte a livra de responder por diversos crimes mas, sobretudo, garante a ela a possibilidade de continuar participando de futuros leilões de concessão – inclusive os que deverão ser firmados em 2021 quando da nova licitação de praticamente os mesmos trechos hoje explorados no Paraná. No total, a concessionária se dispôs a pagar R$ 750 milhões. Parece muito? O mais provável é que seja um preço muito vantajoso, valor que a empresa espera reaver com folga em contratos futuros.

    O acordo ainda precisa ser homologado pelo juiz da 23.ª Vara Criminal Federal de Curitiba, Paulo Sérgio Ribeiro.

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  • E AGORA JOSÉ? Parte 2

    E agora? Renova?
    Como a vida segue, mas o passado não se apaga, ainda mais na era da internet e dos arquivos, um amigo do blog vibrou ao acompanhar o noticiário sobre o acordo de leniência da concessionária CCR Rodonorte com o Ministério Público Federal, onde a empresa confessa que pagou propina a agentes públicos no Paraná, etc. e tal. O que o xereta quer saber é o que têm a dizer os integrantes da “Caravana do Renova Pedágio” que, em 2015, saiu de megafone na mão defendendo a renovação do pedágio, este cujos contratos terminam em 2021, para mais 24 anos. No texto abaixo, publicado no dia 03 de julho de 2015 pelo jornalista Claudio Osti, do blog Paçoca com Cebola, ele revela as iniciais dos principais defensores da tese: Ágide Meneguetti, Cida Borghetti e Eduardo Sciarra. E agora? Confiram:

    Ágide Meneguetti pagou pedágio alguma vez?

    Desde 1997 será que o fazendeiro milionário de Maringá Agide Meneguetti pagou ou suas empresas algum pedágios? A Usina Santa Terezinha pagou algum pedágio? Parece que não. A Federação dos Agricultores do Estado do Paraná (FAEP) fez a conta de quanto custou ao produtor paranaense o pedágio entre interior e os portos de Santos e Paranaguá? Entre a soja paraguaia e Paranaguá? E ainda quer dar para Viapar, Ecovias, Ecorodovias, Econorte, Caminhos do Paraná e Rodonorte CCR mais 24 anos de pedágio?

    Ele está liderando com a Vice governadora Cida Borgheti, de Maringá, e o ex-deputado de Cascavel, Eduardo Sciarra, a Caravana do RENOVA PEDÁGIO. Os dois políticos financiados pelas empreiteiras donas dos Pedágios. Querem que os contratos que vencem daqui a 6 anos sejam estendidos por mais uma geração de paranaenses a partir de 2022. Com o compromisso das empreiteiras (algumas no LavaJato) de refazer o cronograma de duplicação e ampliação das rodovias que cobram caro desde Jaime Lerner, Roberto Requião e Beto Richa. Foram 19 anos de mamata, de apoio financeiro a políticos em campanha eleitoral, de CPIs sem solução, de um Ministério Público Federal e Estadual silente e omisso, de uma Justiça Federal e Estadual lenta.

    Então Agide Meneguetti quer acreditar mesmo neste balão de ensaio? Deixe terminar os contratos, executem as obras contratadas e TALVEZ licitem de novo pelo governo federal as rodovias, ou entreguem para a própria administração de consórcios de prefeituras (como Londrina quer na PR 445). Agora ficar meio século na mão de empreiteiras gananciosas como CRAlmeida, Triunfo, Redram, GetzLobato, Cowan, bancos e investidores estrangeiros é pedir demais.

    Trecho:

    “Para que elas realizem as obras de forma efetiva, a comitiva considera a melhor estratégia que o Governo Federal aprove a renovação do Convênio de Delegação das rodovias do Anel de Integração por mais 24 anos, a partir de 2022 e, posteriormente, nos aditivos contratuais referentes às rodovias federais do sistema. De acordo com a Faep, a partir dessa nova delegação será possível iniciar as negociações com as concessionárias, o que pode significar a antecipação de obras previstas nos contratos iniciais de 1997 e que estão emperradas. Em detrimento de mudanças contratuais, entre o Estado e as concessionárias, durante as décadas de 1990 e 2000, boa parte das obras exigidas nos contratos foram canceladas ou adiadas para o final dos contratos, que se encerram em 2021.”

  • E AGORA JOSÉ?

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    Ex-motorista da Rodonorte diz ter levado malas de dinheiro ao Palácio Iguaçu
    quarta-feira, 6 de março de 2019 – 20:12 hs. Deixe um comentário.

    Um ex-motorista que trabalhava na presidência da concessionária de pedágio Rodonorte disse aos procuradores do Ministério Público Federal que entregou malas de dinheiro no Palácio Iguaçu, sede do governo do Estado, durante a gestão do ex-governador Beto Richa (PSDB). Segundo a investigação, além dos montantes levados ao Palácio Iguaçu, ele também relatou entregas no Tribunal de Contas do Estado (TCE/PR) e na associação das empresas concessionárias, que era usada para repassar propina aos políticos. As informações são do jornal Folha de S. Paulo e do Bem Paraná.

    Richa foi um dos alvos da investigação das operações Integração I e II da Lava Jato, e chegou a ser preso preventivamente. Ele, que nega participação em desvios, é réu sob acusação de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, apontado como um dos beneficiados pelo esquema.

    O detalhes sobre o esquema fazem parte do acordo de leniência celebrado pela Rodonorte com o Ministério Público Federal, no qual a concessionária se comprometeu a reduzir o valor das tarifas em 30% nas praças que mantém no Estado. Após a homologação, a empresa terá 30 dias para implantar a redução da tarifa de pedágio, que deve se estender por pelo menos um ano, até somar R$ 350 milhões em abatimentos.

    A concessionária ainda se comprometeu a realizar as obras previstas no contrato inicial com o governo estadual, mas que não foram executadas em função de aditivos contratuais. O valor dos investimentos deve alcançar R$ 365 milhões.

    Propinas – No acordo, a concessionária admite o pagamento de propinas milionárias a integrantes do governo do Estado – que é alvo da Operação Lava Jato. Segundo as investigações, empresas que administravam o pedágio pagavam percentuais de propina a agentes públicos e políticos há cerca de 20 anos, em troca da supressão de obras previstas em contrato e de reajustes de tarifas em seu benefício.

    No total, o acordo celebrado prevê o pagamento de R$ 750 milhões em multas pela Rodonorte, que também deve se submeter a um programa de monitoramento por 32 meses. No total, o acordo prevê o pagamento de R$ 750 milhões em multas pela Rodonorte.

    Em nota, a empresa informou que continuará contribuindo com as autoridades. O acordo ainda está sob sigilo.

  • Décio Paulino

    Caraca! Há uns dez anos que acompanho as estrepolias do Paulo Preto. E nesses rolos sempre apareceram nomes de políticos tucanos de São Paulo. Desconfio que a justiça rápida como bicho preguiça vai cozinhar a condenação de Paulo Preto até ele ficar bem velhinho. Já a condenação dos chefes do Paulo Preto só vai acontecer depois dos acusados já terem ido pra terra dos pés juntos. Aliás, se não me engano, o único tucano condenado pelo ex-juiz Moro já estava enterrado ou cremado há muito tempo.

  • Até o Tribunal de Contas que andou circulando aqui na região recentemente e foi tratado a pão de ló por muita gente de boa fé? Afinal de contas, quem fiscaliza o Tribunal de Contas?

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