Foram 63 vítimas fatais entre janeiro e outubro de 2026, contra 51 no mesmo período do ano passado. Motociclistas estão envolvidos em aproximadamente 77% dos acidentes registrados na cidade
Londrina registrou 63 mortes em acidentes de trânsito entre janeiro e outubro de 2026. O número representa um aumento de 23,5% em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram contabilizados 51 óbitos. Os dados da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) acendem um alerta sobre a segurança de motoristas, motociclistas e pedestres nas ruas, avenidas e rodovias que passam pelo município.
Além do crescimento das mortes, também houve aumento no número de acidentes. Foram registrados mais de 2.530 sinistros nos dez primeiros meses deste ano, contra 2.415 no mesmo intervalo de 2025. Os números de novembro ainda não estão contabilizados.
O diretor de Trânsito da CMTU, Renan Neves, demonstrou preocupação com o crescimento das ocorrências e destacou a necessidade de medidas para reduzir os acidentes e preservar vidas.
Uma comparação com municípios de população semelhante ajuda a dimensionar o problema enfrentado por Londrina.
Um dos exemplos é a cidade da Serra, no Espírito Santo, que possui aproximadamente 580 mil habitantes, população praticamente igual à londrinense, estimada em 581,3 mil moradores pelo IBGE em 2025.
No município de Serra, entretanto, os indicadores caminham na direção oposta. Segundo dados divulgados pela prefeitura, entre janeiro e setembro de 2026 foram registradas 41 mortes no trânsito, contra 67 no mesmo período de 2025. A redução foi de 38,8%.
Londrina, por sua vez, chegou a 63 mortes nos dez primeiros meses de 2026, com crescimento de 23,5% em relação ao período equivalente de 2025.
É importante observar que os períodos de apuração são diferentes e que os critérios de contabilização precisam ser considerados antes de estabelecer uma comparação direta. Em Londrina, o levantamento da CMTU inclui também acidentes fatais em rodovias federais e estaduais que atravessam o município.
Ainda assim, os números mostram que cidades de porte semelhante podem apresentar resultados bastante diferentes na segurança viária.
Maior parte das mortes ocorre na área urbana
Até setembro, das 60 vítimas fatais contabilizadas naquele período, 38 morreram em acidentes nas ruas e avenidas da cidade. Outras 22 mortes foram registradas em rodovias federais e estaduais que passam pelo município.
Entre as vias urbanas, a Avenida Dez de Dezembro lidera o número de mortes, com cinco registros. Na sequência aparecem a Avenida Angelina Ricci Vezozzo, com três óbitos, e a Avenida Higienópolis, com duas vítimas fatais.
Segundo a CMTU, entre os fatores que contribuem para os acidentes estão o excesso de velocidade, o desrespeito à sinalização e o uso do celular ao volante.
Outro dado preocupante envolve os motociclistas.
Das mais de 2.530 ocorrências registradas entre janeiro e outubro, quase 2 mil tiveram o envolvimento de motocicletas. Isso representa aproximadamente 77% do total de sinistros.
A vulnerabilidade dos condutores de motos aumenta o risco de ferimentos graves e mortes, principalmente em colisões e quedas.
A CMTU orienta que os motociclistas respeitem os limites de velocidade, evitem manobras arriscadas entre os veículos, sinalizem com antecedência e adotem práticas de direção defensiva.
De acordo com Renan Neves, a companhia também realiza campanhas educativas para conscientizar os condutores sobre os cuidados no trânsito.





