
Parlamentar do PSD foi cassada por seis votos a três. Denúncia teve origem em discussão com um morador durante sessão legislativa em agosto. Vereadora afirma ser vítima de perseguição política e violência de gênero.
A Câmara Municipal de Tamarana cassou, nesta sexta-feira (6), o mandato da vereadora Angélica de Oliveira Lima (PSD), após julgamento de um processo administrativo que investigou uma suposta quebra de decoro parlamentar.
A decisão foi tomada por seis votos favoráveis à cassação e três contrários. Com isso, a parlamentar perde o mandato no Legislativo municipal.

Votaram pela cassação os vereadores Tega Fabiano, Baixinho Pedreiro, Nego do Levi, Renan Leal, Anauto de Gouvea e Edson de Souza.
Foram contrários à cassação a própria Angélica Lima, Jislaine Vanite e Valdenice Gouveia.
Uma discussão com morador da cidade motivou pedido de cassação
O processo contra Angélica teve origem em um episódio ocorrido em agosto, durante uma sessão da Câmara Municipal.
A denúncia foi apresentada pelo morador Odair José de Oliveira, que acusou a vereadora de comportamento intimidatório durante um desentendimento nas dependências do Legislativo.
Segundo o denunciante, a parlamentar teria se dirigido a ele de maneira intimidatória, afirmando que resolveriam o impasse na Justiça.
A discussão teria sido motivada por críticas e trocas de mensagens em grupos de WhatsApp.
A vereadora apresentou outra versão dos acontecimentos. Segundo ela, estava tomando café quando foi ridicularizada pelo morador e reagiu dizendo que buscaria seus direitos caso ele não parasse de denegrir sua imagem.
Durante a apuração, tanto a parlamentar quanto o denunciante prestaram depoimento.
Defesa alega perseguição política e de gênero
A defesa de Angélica contestou o processo e sustentou que a iniciativa teria caráter de retaliação política.
A vereadora também argumentou que é vítima de violência política de gênero dentro da própria Câmara Municipal.
O assunto ganhou repercussão porque a Polícia Federal investiga denúncias de violência política contra Angélica e a vereadora Jislaine Vanite, também de Tamarana.
Em março deste ano, a PF deflagrou a Operação Liberdade Democrática, cumprindo mandados de busca e apreensão relacionados a uma investigação sobre possíveis práticas de violência política de gênero envolvendo parlamentares da Casa.
Os vereadores Mário Cesar Fabiano e Anauto Souza de Gouvea tiveram aparelhos celulares apreendidos durante a operação.
A decisão da Câmara poderá ser contestada judicialmente pela defesa da parlamentar.
VOTOS FAVORÁVEIS:
TEGA FABIANO
BAIXINHO PEDREIRO
NEGO DO LEVI
RENAN LEAL
ANAUTO DE GOUVEA
EDSON DE SOUZA
VOTOS CONTRÁRIOS:
ANGÉLICA LIMA
JISLAINE VANITE
VALDENICE GOUVEIA




