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terça-feira, 3 de novembro de 2026
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Vendaval derruba mais de 300 árvores, provoca destelhamento e Maringá decreta estado de calamidade pública

Por Cláudio Osti
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Vendaval provoca destruição em Maringá
Vendaval provoca destruição em Maringá

O prefeito Silvio Barros anunciou nesta segunda-feira, 2, decreto de calamidade pública em Maringá, após a chuva da madrugada. Entre 0h e 7h, a cidade registrou 49,8 milímetros de chuva, segundo o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar). As rajadas de vento chegaram a 40 km/h.

O decreto permite que sejam feitas contratações emergenciais e liberação de recursos para atender à população. A Prefeitura ainda contabiliza os danos e as ocorrências.

Equipes da Secretaria de Infraestrutura (Seinfra), da Secretaria de Limpeza Urbana (Selurb) e da Defesa Civil atuam desde as primeiras horas do dia. Elas removem árvores e galhos das vias e atendem danos em imóveis, postes e veículos.

“O mais importante neste momento é garantir que a população receba atendimento rápido e tenha o suporte necessário”, afirma Silvio Barros.

A Prefeitura mantém uma força-tarefa para recuperar a cidade após o temporal com fortes ventos que atingiu o município nesta segunda-feira, 2. O balanço dos estragos e das ações de atendimento foi apresentado durante coletiva de imprensa realizada no Corpo de Bombeiros. Até o momento, foram registradas 363 ocorrências de queda de árvores. Ao todo, 47 equipes municipais trabalham na desobstrução de vias e na recuperação da cidade, com apoio da Defesa Civil e de mais de 200 voluntários.

Atuam nas ocorrências as secretarias municipais de Infraestrutura, Limpeza Urbana, Mobilidade Urbana, Segurança Pública, Saúde e Assistência Social, além da Defesa Civil. Sarandi, Cascavel, Marialva, Paiçandu, Mandaguari, Paraíso do Norte, Apucarana, Campo Mourão e Paranacity, a Defesa Civil do Paraná, o Corpo de Bombeiros e a concessionária EPR reforçam o trabalho.

A atuação é coordenada de forma integrada, por meio de um sistema de comando de incidentes, com reuniões periódicas para avaliar as demandas, organizar as equipes e estabelecer as prioridades de atendimento. A Prefeitura também recebe apoio de municípios vizinhos, que disponibilizaram equipes para auxiliar na desobstrução das vias, além de empresários que cederam máquinas e equipamentos.

“Estamos mobilizando todos os esforços e trabalhando de forma integrada para recuperar a cidade o mais rápido possível. Nossa prioridade é desobstruir as vias, restabelecer os serviços e garantir que a população possa retomar sua rotina com segurança. As equipes continuarão nas ruas até que a situação esteja normalizada”, afirmou o prefeito Silvio Barros.

Mais de 600 famílias já receberam lonas para proteger os imóveis atingidos. A distribuição é realizada no quartel do Corpo de Bombeiros, onde os moradores podem procurar atendimento e orientação. Segundo a Defesa Civil, até o momento, não há registro de pessoas desalojadas ou desabrigadas que necessitem de acolhimento. Ainda assim, espaços já foram preparados para atender a uma eventual necessidade de abrigamento temporário.

Energia e abastecimento – A Copel informou que mantém mais de 450 profissionais em atuação em Maringá e que outras 40 equipes devem chegar ao município nesta terça-feira, 3, para reforçar os trabalhos de restabelecimento da energia elétrica. A normalização do serviço será gradual, devido à quantidade de postes e estruturas danificadas.

Os hospitais seguem em funcionamento, com o auxílio de geradores nas unidades onde o fornecimento de energia ainda não foi completamente restabelecido.

Orientações à população – A Prefeitura orienta que os moradores evitem deslocamentos, principalmente nas regiões mais atingidas, para não comprometer o trabalho das equipes de emergência. Devido aos danos nos semáforos, os motoristas devem redobrar a atenção, respeitar a sinalização existente e adotar a gentileza no trânsito.

Moradores que tenham árvores bloqueando o acesso às residências ou estejam impedidos de sair de casa devem comunicar situação à Prefeitura, via Ouvidoria 156 por telefone, app ou site, para que a ocorrência seja priorizada. As equipes também continuam percorrendo os bairros para identificar situações que ainda não foram registradas nos canais de atendimento.

Sobre as doações e a participação de voluntários, a orientação é aguardar os comunicados oficiais. Assim que as necessidades forem identificadas e organizadas, a Prefeitura divulgará quais tipos de apoio serão necessários e como a população poderá colaborar.

Canais oficiais – A população de Maringá pode utilizar o aplicativo e o site do 156, além do telefone, para comunicar ocorrências provocadas pelo temporal que atingiu a cidade. A plataforma da Ouvidoria Municipal conta com um botão específico para situações relacionadas às condições climáticas, por meio do qual os moradores podem registrar o problema e encaminhar as informações para que as equipes responsáveis avaliem cada situação e adotem as providências necessárias (acesse aqui).

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Cláudio Osti
Cláudio Osti

Jornalista e editor do Paçoca com Cebola. Cobre a política de Londrina e do Paraná.

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