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quinta-feira, 29 de outubro de 2026
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Portaria que define reajuste dos professores deve parar na Justiça

Por Cláudio Osti

Portaria que define reajuste dos professores deve parar na JustiçaA portaria do governo federal que define reajuste para os professores de 33,24%, vai acabar mesmo sendo discutida na Justiça.

É óbvio que os professores precisam ganhar mais. No Brasil o salário destes profissionais é incompatível com a importância deles para o País.

Desde o anúncio do governo federal, grupos de prefeitos têm se posicionado contra a portaria. Para os administradores municipais, a medida adotada pela União pode gerar um impacto negativo nos cofres municipais. Especialistas consultados pelo UOL dizem que a discussão prejudica os docentes e deve levar à judicialização do tema.

“Não há dúvidas que isso vai ser judicializado. Se isso não acontecer pelo STF [Supremo Tribunal Federal], vai acontecer uma judicialização individual de cada município”, afirma Nina Ranieri, especialista em direito educacional e professora de Teoria do Estado da Faculdade de Direito da USP (Universidade de São Paulo).

Na terça-feira (15), a FNP (Frente Nacional dos Prefeitos) emitiu um parecer que afirma que a portaria é “inconstitucional” e indicou às prefeituras que não sigam o percentual. O documento cita um “vácuo normativo” na decisão federal. Procurados pela reportagem, MEC (Ministério da Educação) e Secom (Secretaria Especial de Comunicação Social) não comentaram.

“O problema central, de acordo com o parecer da frente, não é pagar ou não pagar o reajuste, mas não atender a portaria do MEC”, afirma Ranieri.

 

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Cláudio Osti
Cláudio Osti

Jornalista e editor do Paçoca com Cebola. Cobre a política de Londrina e do Paraná.

Sobre o editor
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