O nome do partido é Novo, mas os barracos que volta e meia acontecem muito se parecem com os velhos partidos.
Em Brasília o Novo decidiu, no sábado, inabilitar a deputada distrital Júlia Lucy a concorrer nas eleições de 2022 pela sigla. A determinação ocorreu por maioria, em reunião com uma banca formada por dois integrantes do diretório nacional, um nome do Departamento de Apoio ao Mandatário e dois representantes do diretório distrital da legenda.
O partido alega que a deputada, em várias ocasiões, infringiu o estatuto do Novo, com constantes episódios de insubordinação; ausência de prestação de contas do mandato e das emendas parlamentares, “incansavelmente solicitadas, dificultando qualquer possibilidade de auditoria e compliance da destinação de recursos públicos”; e “composição anormal e exacerbada da estrutura de gabinete”.
O Novo também diz que a deputada não cumpre as regras de economicidade no gabinete, em especial no que se refere a contratação de assessores.
A deputada, por sua vez, diz que está pedindo a desfiliação e entrando na Justiça para que o Novo comprove as informações que divulgou.
“Não houve nenhuma conversa comigo. Isso é claramente um caso de violência política. Eu não sei se eu fosse um homem, isso teria acontecido comigo. Como você acusa uma pessoa e divulga uma nota sem essa pessoa ter se posicionado dentro da estrutura do partido? Os três pontos que foram elencados são mentirosos e falaciosos e o partido vai na justiça ter que provar o que ele argumentou contra mim”, disse.
O partido Novo tem regras firmes sobre a conduta dos políticos eleito pelo partido. Convenhamos, a deputada sabia de tudo isso ao entrar na sigla.
Se há provas suficientes, o partido tem o direito de não aceitar que ela dispute outra eleição pelo Novo. Do contrário, a Justiça decidirá.
*Com informações do Correio Brasilience




