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Cláudio Osti

Flávio Bolsonaro não entrega passaportes e PF investiga possível saída do país

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Polícia Federal vai comunicar Alexandre de Moraes sobre o descumprimento da ordem judicial; site argentino noticia suspeita de que senador tenha deixado o Brasil pela fronteira com a Argentina rumo aos Estados Unidos

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato derrotado na eleição presidencial, não entregou seus passaportes à Polícia Federal no prazo determinado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). O prazo de 24 horas, contado a partir da intimação realizada na segunda-feira (26), terminou na manhã desta terça-feira (27).

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Diante do descumprimento da ordem judicial, a Polícia Federal deverá comunicar o ministro sobre o ocorrido e providenciar o cancelamento dos documentos de viagem, conforme informações divulgadas pela imprensa.

Paralelamente, a PF investiga se Flávio Bolsonaro deixou o Brasil. Segundo informações atribuídas a um site de notícias argentino, os investigadores apuram a possibilidade de que o senador tenha cruzado a fronteira com a Argentina e seguido em direção aos Estados Unidos.

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Até o momento, porém, não há confirmação oficial de que Flávio tenha deixado o território brasileiro. Segundo informações da investigação, não foi localizado registro formal de saída do senador pelos postos de controle migratório. A ausência desse registro, por si só, não esclarece se ele permanece no país.

Procurada, a defesa do parlamentar ainda não havia se manifestado sobre o não cumprimento da determinação judicial nem sobre a suspeita de uma possível saída do Brasil.

Decisão também proíbe contato com advogado

Além de determinar a entrega dos passaportes, Alexandre de Moraes proibiu Flávio Bolsonaro de manter contato com o advogado Willer Tomaz, amigo pessoal do senador. Os dois são investigados em um inquérito no STF que apura suspeitas de participação em um esquema de lavagem de dinheiro e evasão de divisas.

De acordo com informações atribuídas à Polícia Federal, Tomaz está fora do país desde agosto.

A decisão judicial estabelece restrições que deverão ser cumpridas pelo senador enquanto estiverem em vigor.

Flávio diz que foi intimado na rua

Em vídeo publicado nas redes sociais, Flávio Bolsonaro relatou que foi abordado por agentes da Polícia Federal quando deixava o condomínio onde mora, no Lago Sul, em Brasília, para visitar o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar.

Na gravação, o senador afirmou que foi intimado a entregar os passaportes e proibido de deixar o país. Também questionou os fundamentos da decisão de Alexandre de Moraes.

Segundo Flávio, a determinação estaria relacionada a declarações feitas por seu irmão, o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), sobre a possibilidade de o senador deixar o Brasil caso perdesse a eleição presidencial.

Eduardo Bolsonaro defendeu saída do irmão em caso de derrota

Na sexta-feira anterior à votação, Eduardo Bolsonaro declarou, em entrevista a um programa dos Estados Unidos, que seria favorável à saída do irmão do país caso ele não vencesse a disputa presidencial.

“Se meu irmão não ganhar, eu sou a favor de que meu irmão saia do país”, afirmou Eduardo na ocasião.

Na mesma entrevista, ele também defendeu que Flávio contestasse o resultado eleitoral em caso de derrota.

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