Por Marcos Cesar Gouvea
As pesquisas eleitorais apontam equilíbrio entre Lula e Bolsonaro no segundo turno. O Brasil terá então 20 dias para escolher entre a manutenção da normalidade democrática e um projeto obscuro com tendência ditatorial representado por Flávio Bolsonaro. O resultado desta eleição vai moldar a política brasileira na próxima década e além, e o ambiente econômico e profissional para a juventude atual e eventualmente por gerações.
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Com Lula o Brasil continuaria a oxigenar a Democracia no hemisfério e a opção bolsonarista colocaria o país na companhia dos inúmeros governos da América Latina que escolheram a vassalagem ao neofascismo liderado por Donald Trump nos Estados Unidos.
A Europa democrática, também ameaçada pela extrema-direita, preocupa-se com o pleito presidencial brasileiro. Teme uma vitória da família Bolsonaro, que representaria um alinhamento automático com o demencial e mercurial regime trumpista e o afastamento brasileiro da Europa e dos parceiros na economia emergente do Sul Global.
Nesta semana a revista alemã “Stern” mostra em reportagem que a presença dos Bolsonaro na política brasileira é algo sem precedentes no mundo pelo número de candidatos da família. A revista destaca as suspeitas de corrupção e relações de Flávio Bolsonaro com organizações criminosas, como as milícias paramilitares do Rio de Janeiro.
A Der Stern mostra que o Brasil chega às eleições domingo apenas quatro anos da mais grave tentativa de minar sua ordem constitucional desde o fim da ditadura, perpetrada pelo bolsonarismo. O embate entre Lula e Flávio opõe duas visões de mundo, a garantia da ordem democrática e a pulsão pela ditadura.
A Der Stern aborda também a tentativa de Flávio de se colocar como outsiders e antissistema, que o compara a outros políticos ultradireitistas, como Donald Trump nos EUA e Javier Milei na Argentina. “No caso de Flávio Bolsonaro, isso é especialmente grotesco. O senador é a personificação do establishment. Ele nunca mostrou nada politicamente, além do sobrenome. Ele é o filho de Jair e, por isso, virou senador. Ele nunca fez nada por conta própria”, destaca a revista
Em editorial, o diário espanhol “El País”também alerta para o perigo de retrocesso do Brasil ao bolsonarismo. “O pior cenário seria um desfecho que mergulhasse o país de volta ao autoritarismo, em um continente onde a ascensão da extrema-direita, alinhada a Donald Trump, ameaça sabotar o equilíbrio de poder e o Estado de Direito.
Marcos Gouvea é jornalista e articulista convidado deste Portal















1 comentário
Armstrong Fernandes Costa
Eu mudaria o título da reportagem, para:
O BRASIL ENTRE A DEMOCRACIA E O RETROCESSO DO COMUNISMO DITATORIAL