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Editor:
Cláudio Osti

Coluna Paraná em Chamas: Ratinho Jr rumo ao esquecimento

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ZERO EMOÇÃO
Enquanto o ex-presidente do Partido Liberal vai integrar a chapa de deputados federais do PSD do governador Ratinho Junior, fica claro que Fernando Giacobo estava no colo do ex-candidato presidencial do Paraná. Todo a jogada de marketing do rompimento dos prefeitos do PL foi apenas para ensaiar a saída do partido e tentar uma diáspora que não houve. O prefeito de Foz do Iguaçu General de Reserva Silva Luna, foi e voltou de sua decisão de acompanhar Giacobo – só sobrou o prefeito de Cascavel Renato Silva, que ainda não voltou atrás do que desdisse tempos outrora em defesa de Sergio Moro. Mas com certeza o dono da rádio Colméia fará mais rápido e já no primeiro turno.
ERRO CRUEL
Todos recordam que após a cassação pelo PT do domicílio eleitoral de Sergio Moro na capital paulista em 2022, sobrou ao ex-juiz federal deixar para lá sua mudança e voltar para Curitiba tentando viabilizar sua candidatura ao Senado pelo União Brasil dirigido por Felipe Francischini. Em São Paulo ficou Rosangela Moro para tentar a vaga de deputada federal (conseguiu!) e Francischini foi até o governador Ratinho Junior comunicar que Sergio Moro estava disposto a ser apenas candidato a deputado federal, já que ao Senado estava posto a candidatura de Paulo Martins pelo PL e Ratinho havia combinado com Alvaro Dias, que em não tendo candidato pelo Podemos ao governo estadual – fritando o ex-prefeito de Guarapuava Cesar Silvestri Filho – a disputa estaria entre os dois. Ratinho do alto de sua ignorância política permitiu que Moro fosse candidato ao Senado e daí veio a derrota de Paulo e Alvaro para o algoz de hoje. E agora o ex-juiz é o franco favorito ao governo estadual contra Ratinho. Quanta burrice Ratinho.
DOMICÍLIO E DERROTA
Tentando manter o União Brasil e a Federação dele com o PP, Ratinho Junior – o manobrista político desastrado – empurrou o sudoestino Paulo Litro e a londrinense Luisa Canziani do seu PSD para a chapa de candidatos a deputado federal do partido do pernambucano Antonio Rueda, antes dirigido por Sergio Moro. Os dois jovens deputados correm o risco de serem derrotados pela comprovada incapacidade interpretativa de cenários de Ratinho Junior. Ao invés de prestigiar seus aliados de primeira hora, os substitui por velhas raposas de rabo felpudo como Fernando Giacobo e Luciano Ducci (que abandonará o PSB que está natimorto e sem chapa de deputados) além de figuras como o ex-prefeito de Pinhais Luizão Goulart, que não conseguiu legenda em 2022 para sua reeleição pelo Solidariedade e até a rival de ocasião Cristina Graeml que vira casaca no PMB, Podemos, União Brasil e passa a ser figurante de luxo do Ratismo paranaense no PSD.
PSDB
O ex-governador Beto Richa está propenso a pendurar as chuteiras ao final desse mandato como deputado federal, já que não conseguiu montar uma chapa de candidatos a deputado tanto para estadual como federal entre os tucanos e líderes regionais, e por isso não conseguirá legenda suficiente para eleger um só deputado no Paraná e muito menos a si próprio. O PSDB está sem o ex-prefeito de Ponta Grossa Jocelito Canto (que ganhou de Richa no voto em 2022 e foi cassado pela Justiça Eleitoral permitindo que Richa assumisse como suplente), agora repete tanto o Solidadariedade como o PSB (que teve como expoentes socialistas os estaduais Alexandre Khoury, Tiago Amaral e Luiz Claudio Romanelli além de Luciano Ducci).
PARANÁ EM CHAMAS
Depois de presidir o PSD no Paraná, filiar gente que muda de cueca e calcinha com a facilidade de uma Leste Oeste da Vida, Ratinho Junior vai se transformando no mais do mesmo – já que anuncia que após a sua saída do governo passará a empresariar artistas sertanejos e empresas do pai na rede de comunicação Massa. Ele transforma-se no Alexandre Kireef do Paraná, aquele que faz política e depois a desdenha, alegando que a família o impede de fazê-la e com isso é esquecido por todos.
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