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Editor:
Cláudio Osti

Coluna Paraná em Chamas: Indecisão de Ratinho terminará dia 19 de abril?

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PADOVANI É TETRA

Em apenas 30 dias o loteador de Cascavel Nelson Padovani II trocou de partido político por três vezes e não perdeu o mandato por infidelidade partidária. Estava na janela do troca-troca. Queria ser suplente de senador de Ratinho Junior e queria pagar o preço dessa primeira suplência. Depois queria ser suplente de senador do PL – seja Deltan Dallagnol ou Filipe Barros. Mas daí foi para o Republicanos tentando ser alguma coisa de Alexandre Curi, mas não foi desta vez. Daí encontrou a solução com o tesoureiro do PP, deputado Ricardo Barros, o também loteador de Maringá e região. Foi para o PP para substituir o retorno do deputado de Salto do Lontra Vermelho para o PL, não sem antes tentar sobreviver sem oportunismo algum – como disse ao jornalista Bernardo Franco, de O Globo.
Coluna Paraná em Chamas: Indecisão de Ratinho terminará dia 19 de abril?
RATINHO TAMBÉM
Querendo sobreviver como Nelsinho Padovani o governador Ratinho Junior já foi deputado federal do PSB em 2002, PPS em 2006 (https://encurtador.com.br/GyuP com apoio de 100 mil reais doados pela empresa do hoje suplente de deputado Newton Bonin), PSC em 2010 e depois PSD onde está até agora. Só que perde em rapidez para o Padovani II.
DESESPERO
Para tentar manter o controle da Federação que criaram entre PP e União Brasil o Ricardo Barros trocou de alma e corpo com Nelsinho II. Com a entrada de Luisa Canziani e Paulo Litro que deixaram a pedido de Ratinho Junior o PSD, mais Diego Garcia que rumou do Republicanos para acompanhar a dupla Geraldo Mendes e Delegado Layola, o comando do conluio PP-UB seria de Ratinho e não do PP, que ficaria apenas com 4 deputados – Toninho Wandscheer, Ricardo Barros, Sebastião Medeiros e Dilceu Sperafico. O medo de levar um 5 a 4 nos destinos da coligação para o Governo do Paraná, fez com que Barros fosse persuasivo com Nelsinho, loteador imobiliário. Daí a frase final do derrotado Ricardo de Maringá – Podemos apoiar Ratinho ou Moro. Quem vai querer?
EMBROMAÇÃO
A disputa eleitoral no Paraná ainda não terminou mas ficou claro como é titubeante o Carlos Roberto Massa Ratinho Junior. Em 2014 ele fez o mesmo para ser o candidato a vice governador de Beto Richa. Os dois se reuniram na residência de Ratinho Junior, no Ecoville em Curitiba, e bateram o martelo de que Ratinho Junior e seu partido aliado PSC estariam na chapa de reeleição do tucano como candidato a vice governador. Quando Beto Richa chegou em sua casa após o convescote, telefonema de Ratinho Junior lhe assusta na cozinha: – “Fui pressionado pelos meus parceiros e candidatos a deputado e eles querem que seja apenas candidato a deputado estadual para fazer a bancada crescer. Não posso ser o candidato a vice de sua chapa.”
QUEM ESTAVA NO PSC
Guto Silva e Marcio Nunes entre outros. Ou seja, ex-assessores de Beto Richa que não deixaram Ratinho Junior ser candidato a vice governador para garantir um puxador de votos para deputado estadual. De 2 pularam para 12 deputados segundo publicação no perfil de Ratinho Junior na Assembleia do Paraná. Ou seja, optou por forçar uma liderança na câmara estadual de deputados. E o blefador ganhou, pois Ricardo Barros teve a vaga de vice governadora para sua mulher, enquanto ‘retirava’ a candidatura de seu irmão Silvio Barros II. Quem pagou o preço nem-nem foi Beto Richa – nem teve uma vice à altura e nem apoio de Ratinho a contento.
PARANÁ EM CHAMAS
A indecisão de Ratinho Junior acabará no dia 19 de abril? Será durante a comemoração de seu aniversário que o Paraná saberá quem ele apoiará? Carlos Junior fará 45 anos e ainda age como o garotão de 21 anos que se elegeu deputado federal pela primeira vez como socialista do PSB. Vinte e cinco anos depois e vários cargos políticos ocupados, incluindo o de deputado estadual e federal, mais governador e presidente de partido político, além de efêmero candidato a presidente da República, ainda se espera dele o papel de líder. Parece que maio chegará sem candidatura do grupo político dele.
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