PADOVANI É TETRA
Em apenas 30 dias o loteador de Cascavel Nelson Padovani II trocou de partido político por três vezes e não perdeu o mandato por infidelidade partidária. Estava na janela do troca-troca. Queria ser suplente de senador de Ratinho Junior e queria pagar o preço dessa primeira suplência. Depois queria ser suplente de senador do PL – seja Deltan Dallagnol ou Filipe Barros. Mas daí foi para o Republicanos tentando ser alguma coisa de Alexandre Curi, mas não foi desta vez. Daí encontrou a solução com o tesoureiro do PP, deputado Ricardo Barros, o também loteador de Maringá e região. Foi para o PP para substituir o retorno do deputado de Salto do Lontra Vermelho para o PL, não sem antes tentar sobreviver sem oportunismo algum – como disse ao jornalista Bernardo Franco, de O Globo.

RATINHO TAMBÉM
Querendo sobreviver como Nelsinho Padovani o governador Ratinho Junior já foi deputado federal do PSB em 2002, PPS em 2006 (https://encurtador.com.br/ GyuP com apoio de 100 mil reais doados pela empresa do hoje suplente de deputado Newton Bonin), PSC em 2010 e depois PSD onde está até agora. Só que perde em rapidez para o Padovani II.
DESESPERO
Para tentar manter o controle da Federação que criaram entre PP e União Brasil o Ricardo Barros trocou de alma e corpo com Nelsinho II. Com a entrada de Luisa Canziani e Paulo Litro que deixaram a pedido de Ratinho Junior o PSD, mais Diego Garcia que rumou do Republicanos para acompanhar a dupla Geraldo Mendes e Delegado Layola, o comando do conluio PP-UB seria de Ratinho e não do PP, que ficaria apenas com 4 deputados – Toninho Wandscheer, Ricardo Barros, Sebastião Medeiros e Dilceu Sperafico. O medo de levar um 5 a 4 nos destinos da coligação para o Governo do Paraná, fez com que Barros fosse persuasivo com Nelsinho, loteador imobiliário. Daí a frase final do derrotado Ricardo de Maringá – Podemos apoiar Ratinho ou Moro. Quem vai querer?
EMBROMAÇÃO
A disputa eleitoral no Paraná ainda não terminou mas ficou claro como é titubeante o Carlos Roberto Massa Ratinho Junior. Em 2014 ele fez o mesmo para ser o candidato a vice governador de Beto Richa. Os dois se reuniram na residência de Ratinho Junior, no Ecoville em Curitiba, e bateram o martelo de que Ratinho Junior e seu partido aliado PSC estariam na chapa de reeleição do tucano como candidato a vice governador. Quando Beto Richa chegou em sua casa após o convescote, telefonema de Ratinho Junior lhe assusta na cozinha: – “Fui pressionado pelos meus parceiros e candidatos a deputado e eles querem que seja apenas candidato a deputado estadual para fazer a bancada crescer. Não posso ser o candidato a vice de sua chapa.”
QUEM ESTAVA NO PSC
Guto Silva e Marcio Nunes entre outros. Ou seja, ex-assessores de Beto Richa que não deixaram Ratinho Junior ser candidato a vice governador para garantir um puxador de votos para deputado estadual. De 2 pularam para 12 deputados segundo publicação no perfil de Ratinho Junior na Assembleia do Paraná. Ou seja, optou por forçar uma liderança na câmara estadual de deputados. E o blefador ganhou, pois Ricardo Barros teve a vaga de vice governadora para sua mulher, enquanto ‘retirava’ a candidatura de seu irmão Silvio Barros II. Quem pagou o preço nem-nem foi Beto Richa – nem teve uma vice à altura e nem apoio de Ratinho a contento.
PARANÁ EM CHAMAS
A indecisão de Ratinho Junior acabará no dia 19 de abril? Será durante a comemoração de seu aniversário que o Paraná saberá quem ele apoiará? Carlos Junior fará 45 anos e ainda age como o garotão de 21 anos que se elegeu deputado federal pela primeira vez como socialista do PSB. Vinte e cinco anos depois e vários cargos políticos ocupados, incluindo o de deputado estadual e federal, mais governador e presidente de partido político, além de efêmero candidato a presidente da República, ainda se espera dele o papel de líder. Parece que maio chegará sem candidatura do grupo político dele.















6 comentários
Ademar
O clima nos corredores da Assembleia Legislativa do Paraná (ALEP) mudou drasticamente.
O que antes era uma base governista sólida e confortável, hoje apresenta fissuras que não podem mais ser ignoradas pelo Palácio Iguaçu.
O governador Ratinho Júnior, habituado a uma governabilidade sem grandes sobressaltos, agora enfrenta o seu momento de maior fragilidade política.
A oposição atingiu a marca simbólica e estratégica de 20 deputados.
Mais do que um número, essa musculatura representa a chave que abre a porta das CPIs.
Pelo menos cinco investigações de peso: Master, Tayayá, Ligga Telecom, Poupatempo e Olho Vivo, aguardam apenas as assinaturas finais para sacudir as estruturas do governo.
A fragilidade se acentua com o movimento das placas tectônicas partidárias:
A iminente saída da federação União Brasil e Progressistas da base aliada.
O magnetismo eleitoral de Sérgio Moro, que tem servido de refúgio para deputados que já ensaiam o adeus ao governo cessante.
Ninguém questiona os 80% de popularidade que o governador ostentou até aqui, mas a história política nos ensina que o capital popular é volátil sob o fogo cruzado de comissões investigativas.
Ratinho Júnior precisará de uma agilidade inédita para mobilizar o que resta de seu apoio e evitar que o final de seu mandato seja ditado pelo ritmo da oposição.
A pergunta que fica no ar da ALEP não é mais se o governo será testado, mas sim quanto de sua estrutura resistirá ao impacto dessas CPIs.
Genildo
Meu amigo, se me permite assim tratá-lo, vc ofertou mais informações emais realisticas que 90% da imprensa nos ofertou nos últimos 7 anos.
Antonio Xavier
Sobre a nota de esclarecimento do Grupo Massa, há uma brecha temporal impossível de ignorar.
São os recebimentos do apresentador Ratinho que começaram em 2022, mesmo ano da venda da Copel Telecom para o grupo de Nelson Tanure.
A empresa alega que o dinheiro veio de anúncios do Credcesta, mas essas campanhas só surgiram em 2023.
Como explicar pagamentos que antecipam o serviço em um ano?
A ausência de extratos detalhados só reforça as especulações de que este imbróglio é o verdadeiro motivo da desistência de Ratinho Júnior ao Planalto.
Enquanto a Assembleia tenta criar cortinas de fumaça, o mercado e a imprensa aguardam respostas que a matemática, por enquanto, nega.
Baton na Cueca
Carlos Ratinho Master
Corrigindo
Carreira:
Deputado Estadual Paraná 2003 – 2007 PSB
Deputado Federal Paraná 2007 – 2011 PPS (Cidadania)
Deputado Federal Paraná 2011 – 2013 PSC
Deputado Estadual Paraná 2015 – 2019 PSC
Governador (1º) Paraná 2019 – 2022 PSD
Governador (2º) Paraná 2023 – Atual PSD
Paçoquento
Deputado Estadual com 21 anos em 2002.
Grana alta para ser político e sacando do pai e do próprio bolso mais as empresas da família Massa:
2022
https://divulgacandcontas.tse.jus.br/divulga/#/candidato/SUL/PR/2040602022/160001614467/2022/PR
https://divulgacandcontas.tse.jus.br/divulga/#/candidato/SUL/PR/2040602022/160001614467/2022/PR/prestacao/receitas
2018
https://divulgacandcontas.tse.jus.br/divulga/#/candidato/SUL/PR/2022802018/160000609226/2018/PR
https://divulgacandcontas.tse.jus.br/divulga/#/candidato/SUL/PR/2022802018/160000609226/2018/PR/prestacao/receitas
2014
https://divulgacandcontas.tse.jus.br/divulga/#/candidato/SUL/PR/680/160000000848/2014/PR
https://divulgacandcontas.tse.jus.br/divulga/#/candidato/SUL/PR/680/160000000848/2014/PR/prestacao/receitas
2010
https://divulgacandcontas.tse.jus.br/divulga/#/candidato/SUL/PR/14417/160000000790/2010/PR
https://divulgacandcontas.tse.jus.br/divulga/#/candidato/SUL/PR/14417/160000000790/2010/PR/prestacao/receitas
2008
Candidatura derrotada a prefeito de Curitiba pelo PSC
E apoiou a candidatura de Homero Barbosa Neto a prefeito cassado de Londrina, indicando o vice prefeito preso e cassado pelo PSC
2006
Deputado Federal PPS
2002
Deputado Estadual PSB