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Cláudio Osti

Digimais é acusado de se passar pelo Detran para cobrar clientes

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Digimais é acusado de se passar pelo Detran para cobrar clientesdo Metropolis

O Banco Digimais e assessorias de cobrança são acusados por clientes de se passar pelo Departamento Estadual de Trânsito (Detran) para cobrar dívidas, segundo uma série de relatos postados no site Reclame Aqui.

O dono do banco, bispo Edir Macedo, da Igreja Universal, não foi alvo dos mandados por residir no exterior, mas teve a quebra de sigilo e o bloqueio de bens decretados pela Justiça. Ao todo, foram bloqueados mais de R$ 670 milhões de 10 dos alvos da operação.

Um dos relatos, por exemplo, afirma ter recebido uma cobrança incomum devido ao financiamento de seu veículo. A cobrança teria sido feita não em nome do banco, mas sim do Detran, segundo o relato.

Busca e apreensão

Outro cliente reclama de uma assessoria que teria mandado SMS se passando pelo Detran “com ameaças de suspensão de CNH, bloqueio de RENAVAM e busca e apreensão” relativas a uma dívida com o Banco Digimais.

Em outro caso parecido, a ouvidoria do banco afirmou que “identificou-se divergência pontual em comunicação encaminhada, em desacordo com as diretrizes e padrões de comunicação adotados pela instituição”.

Metrópoles procurou a assessoria da Digimais, que não se posicionou até a publicação desta reportagem. O espaço segue aberto.

A representação da Polícia Federal que fundamentou a operação contra o Banco Digimais aponta que a instituição do bispo evangélico Edir Macedo seguiu o mesmo modus operandi do Banco Master, pivô de um dos maiores escândalos financeiros da história do país.

Segundo a investigação, os alvos teriam manipulado demonstrativos contábeis e registros regulatórios para ocultar a real situação financeira do Banco Digimais. O objetivo seria criar uma aparência de solvência para burlar a fiscalização dos órgãos de controle e viabilizar operações supostamente irregulares.

Segundo a corporação, a instituição de Daniel Vorcaro implementou um modelo de captação massiva de recursos, atraindo clientes a partir da emissão de Certificados de Depósito Bancário (CDBs) com taxas de retorno muito superiores às praticadas no mercado.

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  • Entre as práticas usadas pelo banco do “bispo crente”, Edir Macedo, em comum com o banco do bolsonarista evangélico, Daniel Vorcaro, está o apoio de dois governadores bolsonaristas até a medula. Vorcaro contou com dinheiro público fornecido pelo governador Ibaneis Rocha, e o Banco Digimais recebeu ajuda estratégica do governador paulista, Tarcísio Freitas, claro que com dinheiro de servidor público.

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