Da Assessoria
Em assembleia realizada pela Assuel, nesta manhã, 17, no Campus da Universidade Estadual de Londrina (UEL), os servidores decidiram suspender temporariamente a greve iniciada no último dia 8. As atividades estarão retomadas amanhã, 18. Segundo o presidente da Assuel Arnaldo Mello, a proposta do governo não contemplou totalmente as necessidades da categoria, mas já abriu as portas para a negociação. A proposta apresentada pelo governo prevê o pagamento, 4, 94% referente a inflação de maio de 2018 a abril 2019. Este pagamento será de forma parcelada sendo, 2% para janeiro de 2020, 1.5% no começo de 2021 e 1,5 em janeiro de 2022.
Arnaldo Mello lembra que, a categoria aprovou o suspensão da greve e caso o Governo deixe de cumprir o que foi acertado com Fórum de Entidades Sindicais (FES), a categoria poderá voltar a fazer greve no segundo semestre. ” Eu achei a decisão acertada, pois mesmo não atendendo todas as nossas reivindicações, temos agora a possibilidade de negociação com o Estado”, declarou.
O presidente a Assuel, lembrou ainda que além do pagamento da data-base, o governo também se comprometeu em suspender o Projeto de Lei Complementar 4 que trata do congelamento dos investimentos nas Universidades do Estado por 20 anos e outros direitos já adquiridos. ” Estaremos de olho no Estado e se eles não cumprirem o que foi acordado com o FES, marcaremos um nova assembleia e poderemos voltar a greve no próximo semestre”.
Na opinião de Mello, os servidores se fortaleceram politicamente por meio do movimento de greve das ultimas semanas, graças a participação de várias categorias que se uniram por seus direitos e protestaram nas ruas para pressionar o governo.





2 comentários
Chega de nhenhenhem … a greve estava furada. E sem duvida ninguém se lembraria de que existem na UEL.
Decisão de assembleia é soberana porque democrática. É óbvio que os reajustes salariais oferecidos pelo governo mal cobrem as perdas inflacionárias passadas mas a garantia de que o governo não vai levar adiante a ideia estúpida de congelar os investimentos nas universidades por 20 anos é uma vitória que transcende os interesses corporativos de professores e funcionários.