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Cláudio Osti

STF determina desbloqueio de estradas. Quem atrapalhar vai pagar multas pesadas

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do UOL

O STF (Supremo Tribunal Federal) formou maioria e referendou a determinação do ministro Alexandre de Moraes para que a PRF (Polícia Rodoviária Federal) e polícias militares dos estados desobstruam todas as rodovias bloqueadas.

A sessão virtual extraordinária foi aberta pela presidente do STF Rosa Weber à meia-noite de hoje. Moraes, relator da ação, foi o primeiro a votar. Acompanharam o relator os ministros Luis Roberto Barroso, Edson Fachin, Gilmar Mendes e Dias Toffoli e as ministras Cármen Lúcia e Rosa Weber.

Ainda faltam os votos de Ricardo Lewandowski, Luiz Fux, Nunes Marques e André Mendonça. Os magistrados têm até as 23h59 desta terça-feira para se manifestar no plenário virtual.

Estradas de 25 estados e o Distrito Federal estão obstruídas por caminhoneiros bolsonaristas, desde domingo (30). Moraes apontou que os registros dos atos tornam “inegável” que “a PRF não vem realizando sua tarefa constitucional e legal”.

Moraes fala em “omissão e inércia da PRF” para resolver a situação. Ele ressaltou que a decisão é de caráter imediato e, se não for cumprida, resultará em multa de R$ 100 mil por hora para o diretor-geral da PRF, Silvinei Vasques, a partir da meia-noite do dia 1º de novembro.

O ministro do STF determinou também que, em caso de descumprimento, aconteça o “afastamento do Diretor-Geral das funções e a prisão em flagrante de crime”.

Bloqueios começaram após vitória de Lula

Desde a noite de domingo, caminhoneiros bolsonaristas fecharam trechos de rodovias para contestar o resultado das eleições, que deram a vitória a Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Pedidos antidemocráticos por um golpe de Estado do Exército para manter o candidato derrotado Bolsonaro no poder fazem parte do movimento. Ontem, a PMDF (Polícia Militar do Distrito Federal) isolou os caminhos para a Esplanada dos Ministérios a fim de impedir a chegada de caminhoneiros na região para proteger órgãos públicos e evitar possíveis manifestações.

À noite, decisões da Justiça Federal determinaram a liberação de rodovias bloqueadas por caminhoneiros em quatros estados: Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Paraná e Mato Grosso do Sul. De manhã, a PRF disse que acionou a AGU (Advocacia-Geral da União) para conseguir liberar estradas bloqueadas.

Ainda no domingo de eleição, Vasques foi intimado por Moraes a dar explicações sobre abordagens a veículos ocorridas durante o segundo turno das eleições. A maior parte das operações da PRF, que haviam sido proibidas de serem feitas no dia do segundo turno pelo próprio Moraes, ocorreu em estados do Nordeste.

A preferência nordestina por Lula em vez de Bolsonaro e a quantidade de operações na região fez com que políticos falassem em tentativa de golpe de Estado, já que pouco antes do segundo turno, o diretor-geral da PRF publicou no Instagram uma foto da bandeira do Brasil com os dizeres “Vote 22 – Bolsonaro Presidente”.

A presidente do PT Gleisi Hoffmann disse ontem que a responsabilidade da solução dos atos dos caminhoneiros é do atual presidente, mas até agora Bolsonaro não se manifestou sobre a derrota nas urnas e não reconheceu a vitória de Lula.

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2 comentários

  • Décio Paulino

    E no Paraná o governador bolsonarista vai fazer corpo mole diante desses bloqueios golpistas? Quando servidores públicos fazem movimentos reivindicatórios legítimos aqui no Paraná, surge polícia de todo o lado pra descer o cacete e mandar bomba à vontade pra cima dos manifestantes. Será que o Ratinho Jr. é um leão contra servidores e servidoras e tchutchuquinha com os golpistas comandados pelo silêncio do Bolsonaro?

  • Urubu Vermelho

    Tem que colocar os líderes (que continuam escondidinhos mas usando eleitores do candidato derrotado como carne de canhão) do movimento golpista atrás das grades. Por sorte o Brasil tem hoje um Poder Judiciário que não se submeteu ao poder autocrático do presidente. Este descalabro nas estradas brasileiras deve ser mais um colocado na conta do presidente. Fosse ele do PT, com toda a certeza já teria sofrido impeachment.

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