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Cláudio Osti

Eleitores têm responsabilidades na preservação da Democracia

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Por Marcos Cesar Gouvea

Mais uma vez o eleitorado brasileiro está convocado para decidir os rumos do futuro do país em eleições majoritárias e proporcionais. A responsabilidade é grande, multiplicada pela profunda crise política, econômica e cultural na Democracia ocidental.

Estaremos elegendo nossos representantes nos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, pois esse último é consequência dos dois primeiros. Por exemplo, a composição do Supremo Tribunal Federal (STF) acontece por indicação do chefe do Executivo federal e deve ser sancionada ou não por uma das casas do Legislativo, o Senado federal.

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Os países da Europa e das Américas experimentaram grandes retrocessos democráticos nas últimas décadas com o avanço do populismo iniciado pela aprovação do Brexit e eleição nos EUA do personagem de reality show Donald Trump.

Seguiu-se uma proliferação de lideranças obscuras, que negam os valores democráticos, a importância da Ciência, a apocalíptica crise ambiental no planeta e o próprio funcionamento do sistema de freios e contrapesos da Democracia.

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Em 4 de outubro cada brasileiro vai delegar e definir seus representantes na presidência do Brasil, na Câmara Federal e Senado. Vai eleger governador do estado e representantes na Assembleia estadual. Historicamente há uma parte do eleitorado que negligencia o ato cívico de votar, se eximindo de estudar com seriedade a escolha de seus representantes, principalmente nas escolhas para as casas legislativas.

Um bom teste é perguntar ao eleitor em quem votou para os legislativos federal e estadual nas últimas eleições. Muitos sequer lembrarão. As consequências para tal negligência podem ser catastróficas por um longo período de quatro anos.

No Oriente prevaleceu sistemas de governos ditatoriais e autocráticos, muitos travestidos de democráticos, mas carentes de Democracia plena, com eleições limpas e regulares. São maioria no Oriente regimes coercitivos em relação às liberdades, eliminação ou prisão de dissidentes e imprensa controlada. A influência Ocidental pró liberdades democráticas no Oriente se inverteu. Agora os sistemas autoritários influenciam as eleições ocidentais.

Apesar de tudo, na segunda década do século XXI, as palavras de Winston Churchill sobre a Democracia continuam valendo:

“Diversas formas de governo foram testadas e muitas outras serão ainda neste mundo de pecado e aflição. Ninguém pretende que a democracia seja perfeita e onisciente. É verdade que têm sido dito que a democracia é a pior forma de governo, exceto por todas as outras formas que já foram tentadas na história”

Marcos César Gouvea é jornalista  articulista deste Portal

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