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Editor:
Cláudio Osti

Por 5 votos a 2 TSE decide manter suspensa a candidatura de Deltan Dallagnol

5 comentários

do Portal Migalhas

O TSE decidiu, por 5 votos a 2, manter suspensos os atos de campanha de Deltan Dallagnol ao Senado. Em plenário virtual, a maioria referendou nesta segunda-feira, 21, liminar do ministro Floriano de Azevedo Marques que impede o candidato de fazer campanha enquanto a Corte não julga definitivamente recurso contra a decisão do TRE/PR que deferiu seu registro.

Além do relator, votaram pela manutenção da medida os ministros Dias Toffoli, Estela Aranha, Ricardo Villas Bôas Cueva e Sebastião Reis. Os ministros André Mendonça e Nunes Marques, presidente da Corte Eleitoral, divergiram.

A decisão não indefere, neste momento, o registro da candidatura. O registro concedido pelo TRE/PR continua sob análise do TSE e, enquanto o recurso não for julgado, Dallagnol permanece impedido de praticar atos de campanha.

A liminar também impede o recebimento e a utilização de recursos públicos destinados à campanha, como os provenientes dos Fundos Partidário e Especial de Financiamento de Campanha, além da veiculação de propaganda eleitoral no rádio e na televisão.

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Decisão do relator

Floriano de Azevedo Marques concedeu a liminar no sábado, 19. Em análise preliminar, o ministro considerou que a decisão do TRE/PR contrariou entendimento adotado pelo TSE em 2023, quando a Corte cassou o mandato de deputado federal de Dallagnol.

Na ocasião, o TSE concluiu que o então procurador havia antecipado sua saída do Ministério Público Federal para evitar possível inelegibilidade decorrente de procedimentos administrativos que tramitavam contra ele.

Ao suspender a campanha, Floriano afirmou que a inelegibilidade reconhecida naquele julgamento decorreu da conduta considerada fraudulenta pela Corte, e não do resultado posterior dos procedimentos administrativos. Assim, entendeu preliminarmente que o arquivamento posterior desses casos não seria suficiente para afastar os efeitos eleitorais da decisão de 2023.

O ministro também considerou que a continuidade da campanha poderia gerar instabilidade no processo eleitoral. Neste ano, são escolhidos dois senadores por Estado e, por se tratar de eleição majoritária, eventual invalidação posterior dos votos atribuídos ao candidato poderia resultar na realização de nova eleição.

Divergência

André Mendonça e Nunes Marques votaram para permitir que Dallagnol continuasse em campanha enquanto o recurso contra o registro estivesse pendente de julgamento.

Mendonça afirmou que a liminar representava um “fim prematuro da campanha” e citou o art. 16-A da lei das eleições, que assegura direitos de campanha aos candidatos cujo registro esteja sub judice.

Nunes Marques também considerou que não estavam presentes os requisitos necessários para a concessão da medida cautelar. Para o ministro, a legislação permite ao candidato com registro sub judice continuar na disputa até uma decisão definitiva sobre sua candidatura.

O presidente do TSE apontou ainda risco de dano inverso. Segundo afirmou, caso o registro seja posteriormente mantido, o período de campanha perdido não poderá ser recuperado, incluindo propaganda não veiculada e debates dos quais o candidato deixou de participar.

Para Nunes Marques, a possibilidade de eventual anulação dos votos não seria suficiente para justificar a suspensão, pois esse risco é inerente às candidaturas que ainda aguardam decisão definitiva sobre o registro.

O caso tramita sob segredo de justiça.

 

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5 comentários

  • Stolas Goetia

    Se a candidatura dele pode ser cassada, seria melhor que fizessem isso logo de cara. É bem provável que ele consiga pelo menos a segunda vaga do senado e decidir que ele não pode concorrer depois de ganhar só vai trazer transtornos e gerar mais desgastes às instituições.

    • Jordão Bruno

      Então… a intenção dos golpistas – como o bolsonarista Deltan Dallagnol – é exatamente esta: gerar mais e mais desgastes às instituições. É no caos que a extrema direita provoca – ou tenta provocar, como no ataque em 8 de janeiro/2023 – que ela aposta. Ela tenta primeiramente atacar as instituições ganhando eleições; se não consegue, tenta golpe de estado. Se consegue atingir seus objetivos, através da violência passam a controlar todas as instituições. Quem estuda História do Brasil, sabe que em 64 foi assim: a ditadura militar assumiu o controle do Poder Legislativo e o STF. Adversários políticos foram cassados, presos, mortos, afastados sem meias palavras. É exatamente assim que age gente como os golpistas de Londrina, todos apoiadores de Flávio Bolsonaro.

      • Stolas Goetia

        Não precisa ligar o gerador de lero-lero petista, eu só quis dizer que a instituição está dando brechas pra ser atacada depois. O Sr. Powerpoint já tinha sinalizado há muito tempo que ia querer concorrer ao senado, o TSE tinha que ter se preparado para a inevitável impugnação da candidatura dele por parte da coligação do Lula, pra logo que ele registrasse a candidatura eles já tivessem uma resposta engatilhada e não haveria espaço pra impasse. Ou ele pode concorrer, ou não.

        Se deixarem o cara ganhar pra depois decidir que ele não poderia nem concorrer o povo não vai entender que a candidatura dele não cumpre os requisitos legais, e sim algo como “o sistema podre tirou a vaga dele no tapetão pra dar pra Gleisi Hoffman.”

  • antonio gonçalves filho

    Nunes Marques e André Mendonça: MILITANTES DO BOLSONARISMO, EM QUALQUER CIRCUNSTÂNCIA, EM QUALQUER INSTÂNCIA!

  • Daniel Benedito

    O pastor ministro e o ministro chefe da turma do KN, os 20% do Bolsonaro no STF, não deixam seu chefe na mão em qualquer situação. Caninamente defendem os interesses de quem os colocou no STF. Não seria dessa vez que iriam frustrar o chefe e não defender o bolsonarista e evangélico Deltan Dallagnol. Não adiantou. O sócio de Moro na lava jato É, SIM, FICHA SUJA.

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