O governo do Rio Grande do Sul vai liberar R$ 60 milhões do orçamento estadual para ajudar as cidades gaúchas atingidas pelas fortes chuvas desta semana a reparar parte dos danos causados pela força das águas.
A medida foi anunciada pelo governador Eduardo Leite, nesta sexta-feira (20), após uma reunião com prefeitos e outros representantes de 25 municípios da região central do estado. O encontro, na cidade de Santa Maria, terminou perto do fim da manhã.
Ao debater com os prefeitos presentes à reunião as medidas emergenciais necessárias à reconstrução da infraestrutura afetada, Leite prometeu destinar R$ 30 milhões para o Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer) recuperar trechos de rodovias estaduais danificados pelas chuvas e conservar essas mesmas vias.
Os outros R$ 30 milhões serão direcionados pela Defesa Civil estadual, por meio do modelo fundo a fundo, diretamente às prefeituras que declararem situação de emergência. Até esta manhã, 98 dos 497 municípios gaúchos já tinham reportado à Defesa Civil estadual que foram de alguma forma afetados por alagamentos, deslizamentos e outras consequências dos temporais.
“A prioridade é garantir agilidade. Não vamos esperar relatórios detalhados para começar a apoiar [os municípios]. Vamos repassar, de forma emergencial, R$ 100 mil para cada município que decretar emergência. Depois, conforme os danos reportados, poderemos ampliar esse valor”, afirmou Leite.
Presente à reunião com o governador, o prefeito de Santa Maria, Rodrigo Decimo, destacou que as prefeituras precisarão do auxílio do governo estadual para lidar com a situação. Na cidade, até esta manhã, mais de 600 pessoas tinham sido diretamente atingidas pelas consequências das chuvas desta semana.
“A união de esforços com o governo do estado é crucial neste momento tão difícil”, afirmou Decimo, em nota. “Decretamos situação de emergência para acelerar o apoio às pessoas afetadas em Santa Maria. Nossas prioridades absolutas são a segurança e o amparo a cada família, e nossas equipes seguirão em campo, de forma integrada, pelo tempo que for necessário para garantir o bem-estar de todos.”
Até as 9h de hoje, a Defesa Civil estadual contabilizava ao menos 4.011 pessoas desalojadas e 2.005 desabrigadas em todo o estado. É considerado desalojado quem teve que deixar o local onde mora e se alojou temporariamente na casa de parentes ou amigos, hotéis ou pousadas. Já os desabrigados são aqueles que precisaram ir para abrigos públicos ou de instituições assistenciais.
As chuvas desta semana também causaram ao menos três mortes nas cidades de Sapucaia do Sul; Nova Petrópolis e em Candelária, onde um homem está desaparecido desde a terça-feira (17). Um quarto óbito, ocorrido em Santa Tereza, na Serra Gaúcha, na tarde desta quinta-feira (19), está sendo tratado como decorrente de um acidente de trânsito pelas autoridades estaduais.
Mais de 550 pessoas e 125 animais precisaram ser resgatadas em todo o estado. A prefeitura de Jaguari decretou estado de calamidade pública e outros oito municípios, situação de emergência: Agudo; Cacequi; Cerro Branco; Cruzeiro do Sul; Dona Francisca; Nova Palma; Passa Sete e São Sebastião do Caí.

















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História
Antes foi Roberto Argenta alertando para a urgente dragagem do rio Taquari
No dia 13 de outubro de 2023, ao reinaugurar em Roca Sales a fábrica que havia sido inundada pela cheia do rio Taquari, o presidente da Calçados Beira Rio, Roberto Argenta, lembrou para as autoridades presentes à solenidade que já foi prefeito em Igrejinha, e na ocasião cuidou da dragagem do rio para evitar enchentes. *Argenta, na ocasião, ofereceu aos prefeitos da região máquinas retroescavadeiras, caçambas e equipamentos para a dragagem do rio Taquari como medida para evitar futuras enchentes devido ao leito baixo do rio, se dispondo a arcar com os custos. Não obteve resposta.*
Ontem, novo alerta de Luciano Hang: “Dragagem urgente do rio Taquari”
Ontem, o empresário Luciano Hang, dono da rede de lojas Havan, visitou Lajeado e Estrela, municípios inundados no Vale do Taquari, e mencionou a falta de dragagem no rio Taquari. Lembrou que “um ano após as enchentes históricas, o povo gaúcho volta a enfrentar problemas novamente”.
Segundo Luciano Hang, “após 2024, o rio Taquari ficou assoreado, cheio de areia, móveis e entulhos. Por isso, faço um apelo a todas as autoridades: draguem o rio urgentemente. Caso contrário, qualquer chuva o rio transbordará”.
Prefeito quer audiência com o governador para liberar recursos
O prefeito Airton Souza garantiu ontem que a dificuldade em dar início e concluir obras de proteção contra enchentes “não é um problema só de Canoas”. Em sua rede social do Instagram, Airton Souza gravou uma mensagem ao lado do vice-prefeito, Rodrigo Busato, lamentando a dificuldade em realizar as obras de reconstrução dos diques e fazer investimentos na saúde.
Airton Souza mostrou uma carta endereçada ao governador Eduardo Leite, na qual solicita uma audiência. O prefeito de Canoas mostrou-se contrariado com uma entrevista na qual o governador afirma que Canoas não havia entregue a documentação para se habilitar aos recursos da reconstrução. O prefeito diz que entregou a documentação dia 19 de maio na Secretaria Reconstrução com a promessa de que dia 15 de junho seria aportado o recurso, o que não aconteceu.
https://www.osul.com.br/germano-rigotto-governo-e-congresso-nacional-olhando-so-para-as-eleicoes-de-2026-aumentam-o-gasto-publico/