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Cláudio Osti

Congresso não admite ingerência em Poderes do Brasil, diz Alcolumbre

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No final da noite de ontem (30), o presidente do Congresso Nacional, senador Davi Alcolumbre (União-AP), soltou nota sobre a crise política, diplomática e comercial entre Brasil e Estados Unidos (EUA) afirmando que o Parlamento brasileiro não admite interferências nos Poderes da República do país.Congresso não admite ingerência em Poderes do Brasil, diz AlcolumbreCongresso não admite ingerência em Poderes do Brasil, diz Alcolumbre

Sem citar diretamente o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, alvo de sanção do governo de Donald TrumpAlcolumbre disse que confia no fortalecimento do Poder Judiciário.

“Reafirmo a confiança no fortalecimento das nossas instituições, entre elas o Poder Judiciário, elemento essencial para a preservação da soberania nacional, que é inegociável. O Congresso Nacional não admite interferências na atuação dos nossos Poderes”, afirmou Alcolumbre, em nota, divulgada à imprensa às 23h32 dessa quarta-feira.

O presidente do Senado vem sendo pressionado por senadores aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro para pautar o impeachment ao ministro Alexandre de Moraes.

Alcolumbre destacou ainda que o Parlamento “permanece atento e unido na defesa dos interesses nacionais, sempre vigilante na proteção das nossas instituições e da soberania do país”.

Segundo ele, o Senado tem atuado para reforçar o diálogo e buscar soluções equilibradas que preservem os interesses do Brasil.

“O caminho da cooperação internacional deve prevalecer, com o objetivo de restabelecer a confiança mútua e manter a histórica parceria entre as duas nações”, comentou.

No final do comunicado, Alcolumbre disse que o Congresso acompanha de perto os desdobramentos dessa questão, “em conjunto com o Executivo e o Judiciário, para assegurar a proteção da nossa economia e a defesa intransigente das instituições democráticas”.

Motta

Mais cedo, por volta das 18h43min, o presidente da Câmara, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), também condenou sanção por nações estrangeiras a membros de Poderes do Brasil.

“Como país soberano não podemos apoiar nenhum tipo de sanção por parte de nações estrangeiras dirigida a membros de qualquer Poder constituído da República. Isso vale para todos os parlamentares, membros do executivo e ministros dos Tribunais Superiores”, afirmou o deputado.

Lei Magnitsky

No início da tarde desta quarta-feira, o Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC) dos Estados Unidos (EUA) aplicou uma sanção contra o ministro do STF Alexandre de Moraes.

Foi acionada a Lei Magnitsky, usada para punir supostos violadores de direitos humanos no exterior. A medida bloqueia bens e empresas dos alvos da sanção nos EUA. Caso Moraes tenha empresas ou controle, com 50% ou mais, nos EUA, elas serão bloqueadas.

O órgão do Departamento de Tesouro do país norte-americano acusa Moraes de violar a liberdade de expressão e autorizar “prisões arbitrárias”, citando o julgamento da tentativa de golpe de Estado que culminou no 8 de janeiro de 2023 e decisões contra empresas de mídia social estadunidenses.

Da Agência Brasil

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2 comentários

  • esta certo, só aceitam ingerência do supremo como no caso do IOF, em que o Xandão em uma canetada deu uma passa moleque tanto no Motta quanto no Acolumbre. Ali a soberania e a independência entre os poderes foi pro ralo.

  • Palmas para o presidente do Senado. Mas já está passando da hora do parlamento punir seus membros traidores da pátria, a começar pelo filho do Bolsonaro que faz lobby contra o Brasil nos Estados Unidos e pela comissão de Relações Exteriores na Câmara Federal, que se transformou em um valhacouto de capachos de Trump. Se o Brasil quer voltar à normalidade democrática e acabar com o assédio do governo americano, precisa combater firmemente o golpismo continuado. E o exemplo desse golpismo subserviente aos interesses do governo estadunidense pode ser encontrado aqui em Londrina que, com muita grana, faz propaganda por toda a cidade de uma manifestação programada para domingo.

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