Desde 2008

Editor:
Cláudio Osti

Senador Jaques Wágner (PT) e ex-sócio de Daniel Vorcaro são alvos da Polícia Federal

0 comentário

Senador Jaques Wágner (PT) e ex-sócio de Daniel Vorcaro são alvos da Polícia FederalO senador Jaques Wagner (PT), líder do governo no Senado, e o empresário Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro, são alvos de busca em nova fase da operação Compliance Zero, que investiga as fraudes do banco Master.

Uma das suspeitas investigadas pela PF é o repasse de um imóvel de cerca de R$ 2,5 milhões de Lima à Wagner.

Também são alvos de busca Eduardo Sodré Martins, enteado de Jaques Wagner, e Guilherme Henrique Sodré Martins, conhecido como Guiga, que é pai de Eduardo. Policiais federais cumprem 18 mandados de busca e apreensão expedidos pelo Supremo Tribunal Federal, nos estados da Bahia, São Paulo e no Distrito Federal. Também são cumpridas medidas cautelares diversas de prisão, como proibição de contato entre os investigados e suspensão de passaporte.

Augusto Lima já estava usando tornozeleira eletrônica – ele foi alvo da primeira fase da operação Compliance Zero.

A BN Financeira, empresa de Bonnie Bonilha, nora de Jaques Wagner, recebeu, entre 2022 e 2025, R$ 12 milhões do Master de acordo com a quebra de sigilo fiscal do banco enviada à CPI de Crime Organizado.

O próprio senador também aparece como destinatário de R$ 289 mil na quebra de sigilo, mas afirmou à época da divulgação das informações que os valores eram rendimentos de uma aplicação em uma conta no banco.

Em entrevista a uma rádio baiana após o início do caso Master, Jaques chegou a dizer que não temia uma delação de Vorcaro e afirmou ter negociado com Augusto Lima a venda da rede de supermercados estatais Cesta do Povo.

A negociação, disse ele, foi antes de Lima se tornar sócio de Vorcaro no Master.

Foi essa negociação que aproximou Lima do PT da Bahia e Jaques Wagner a partir de 2017. Foi o senador o responsável, como secretário do governo da Bahia, pela privatização da Ebal, estatal responsável pela rede de supermercados Cesta do Povo.

Após alguns leilões vazios, Lima sugeriu aumentar o escopo dos cartões de compra da rede, que passaram a incluir serviços financeiros e se tornaram o Credcesta.

A Ebal, então, foi vendida para uma empresa por R$ 15 milhões e depois repassada para Augusto Lima.

O UOL entrou em contato com a assessoria de Jaques Wagner e também procurou a defesa de Augusto Lima e aguarda respostas. O espaço segue aberto.

 

Compartilhe:

Veja também

Deixe o primeiro comentário