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Editor:
Cláudio Osti

Enquanto o Trem Pé Vermelho está estacionado só nas ideias, o trem gaúcho já tem autorização pra iniciar os projetos

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Há décadas se fala em construir uma ligação por via férrea entre Cornélio Procópio e Maringá, o já esgoelado Trem Pé Vermelho. O trajeto seria de aproximadamente 150 km.

E até haveria a interligação entre os aeroportos de Londrina e Maringá, além da conexão com os sistemas municipais e intermunicipais de transporte coletivo.

Pois bem. Passa ano passa década e a coisa não anda de jeito algum.

Enquanto aqui o projeto só fica nas reuniões regadas a cafezinho de licitação e bolachinhas, no Rio Grande do Sul o governador Eduardo Leite anunciou o sinal-verde a um plano de implantação, operação e exploração privada de ferrovia para transporte de passageiros entre Porto Alegre e Gramado (Serra Gaúcha). A estrutura prevê duas vias (ida e volta), cada qual com viagem de duração estimada em uma hora.

O investimento previsto é de R$ 4,5 bilhões.

Se tudo correr conforme o esperado, a nova opção estará disponível em sete anos (ou seja, a partir de 2032) mediante outorga de exploração com validade de 99 anos. A estimativa é de que a obra gere 6.747 empregos diretos e outros 15.976 indiretos, totalizando 22.723 postos de trabalho ao longo de sua implantação e operação.

Caso as conversas lá nos pampas não fiquem só no cafezinho, é provável que o trem gaúcho ultrapasse rapidamente o estático Trem Pé Vermelho.

 

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