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Cláudio Osti

Curta sobre Apolo Theodoro, ‘Mistura Fina’ estreia hoje na Associação Médica

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Curta sobre Apolo Theodoro, ‘Mistura Fina’ estreia hoje na Associação MédicaJornalista, ator, cronista e ex-craque do futebol chega aos 80 anos e inspira obra assinada por Marquinho Gomes

A trajetória de um personagem singular – cuja face, voz, ideias e atitudes marcam a história das últimas décadas em Londrina – conduz “Mistura Fina”, curta metragem que estreia na quinta-feira (4) no auditório da AML Cultural, no Centro Histórico, com sessões a partir das 19h30.
Os 18 minutos de filme fazem uma incursão pela personalidade de Apolo Theodoro, fluminense de Laje do Muriaé que chegou ao Paraná na década de 1950 para ser um dos mais ativos migrantes que moldaram a identidade da região e da sua principal cidade, epicentro de uma enorme província cafeeira que trouxe ao interior o sonho de modernidade que impulsionou o Brasil na segunda metade do século XX.
Na terra vermelha, o homem franzino e intrépido nunca passou despercebido: foi um dos meias mais habilidosos que Londrina se acostumou a apreciar nos gramados dos anos 1960, subiu aos palcos do teatro com propriedade para
atuar em clássicos do teatro brasileiro no mesmo ambiente efervescente no qual Nitis Jacon despontou, sacudiu as noites da cidade boêmia com doses generosas de irreverência e argúcia, escreveu nos jornais em espaços nobre nos
quais mulheres e homens comuns se revelavam ao público. Incursionou na política, lançando mão da sua visão libertária mas cerebral para difundir a cidadania num país ferido pelo autoritarismo.
“A cidade deve ao Apolo este reconhecimento e com apoio de amigos realizamos esta obra afetiva e singela. Sem a pretensão de ser uma peça biográfica, a equipe se empenhou em buscar a essência de uma jornada de 80 anos, longa e
movimentada, uma das existências mais bem vividas que se tem notícia nestas terras”, pondera com humor fino o diretor Marquinhos Gomes. A produção do curta é de Bruno Gehring e o roteiro do jornalista Lúcio Flávio Moura.
Os realizadores consideram a obra audiovisual um mergulho no perfil inquieto do pai da Amannda e do avô do Bruno: cerebral no gramado, generoso colega de palco, intrépido repórter das ruas, amigo de boteco que garante rodadas
memoráveis. Tudo junto e misturado, na tela do cinema.
No elenco estão o escritor Domingos Pellegrini, o artista Ponti Pontidura, a professora de música Meire Valin, o cardiologista e dramaturgo Marco Antonio Fabiani, a ex-deputada estadual Elza Correia, o ex-jogador Carlos Alberto Garcia e os jornalistas José Maschio e Bernardo Pellegrini, além de Orson Jacon, Isnard Cordeiro e Valdomiro Chammé.
“Das várias facetas que garantiram motivos para a gente fazer o filme, destaco uma que o Apolo cultivou nestes anos todos e em muitos lugares, uma rara capacidade de fazer amigos”, observa Gomes. “Para concluir o projeto, fizemos
uma campanha do tipo “passar o chapéu” e as colaborações garantiram orçamento para o que ainda faltava. É bonito ver o nome de tantas pessoas nos créditos finais, entre os financiadores do projeto”, afirma.

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  • Professora Vilma

    A tentativa de privatização da Celepar, articulada pelo secretário de Inovação Alex Canziani, enfrentou um duro revés jurídico. A Advocacia-Geral da União enviou parecer ao ministro Flávio Dino, do STF, alertando que a operação só pode ocorrer com blindagem total dos dados públicos, respeito à LGPD e controle estatal sobre sistemas de segurança, pontos ignorados na proposta aprovada pela Assembleia.

    Alex, principal mentor da desestatização, sustenta o discurso de modernização, mas o parecer da AGU reforça os riscos da entrega de dados sensíveis à iniciativa privada.
    A Celepar é responsável por mais de seis mil serviços públicos e integra a espinha digital do Estado, o que tem motivado resistência de servidores, parlamentares e especialistas.

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