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Cláudio Osti

Pastores também são alvos da Operação da Polícia Federal

3 comentários

do G1

A Polícia Federal prendeu na manhã desta quarta-feira (22) o ex-ministro da Educação Milton Ribeiro. Ele é investigado por corrupção passiva, prevaricação, advocacia administrativa e tráfico de influência por suposto envolvimento em um esquema para liberação de verbas do MEC.

TV Globo apurou que os pastores Gilmar Santos e Arilton Moura também são alvos da operação deflagrada pela PF nesta quarta. Eles são investigados por atuar informalmente junto a prefeitos para a liberação de recursos do Ministério da Educação (entenda abaixo).

Relembre o caso

 

Em áudio divulgado em março de 2022, Milton Ribeiro afirma que o presidente Jair Bolsonaro pediu a ele que os municípios indicados pelos dois pastores recebessem prioridade na liberação de recursos. Prefeitos disseram em depoimento que eles exigiram propina.

“Minha prioridade é atender primeiro os municípios que mais precisam e, segundo, atender a todos os que são amigos do pastor Gilmar”, conforme segundo disse, pedido do presidente Jair BolsonaroOuça abaixo.

 

Ministro da Educação diz em áudio que prioriza amigos de pastor a pedido de Bolsonaro
Ministro da Educação diz em áudio que prioriza amigos de pastor a pedido de Bolsonaro

De acordo com a conversa, Bolsonaro teria feito um “pedido especial” para que municípios indicados pelos pastores fossem priorizados na distribuição de verbas do ministério.

Quem são os pastores envolvidos

O “pastor Gilmar” a quem Ribeiro se refere no áudio é Gilmar Silva dos Santos, 61 anos, nascido em São Luís (MA), que comanda o Ministério Cristo Para Todos, uma das várias ramificações dentro da Assembleia de Deus, em Goiânia (GO).

Segundo perfil escrito pelo próprio pastor em páginas nas quais oferece cursos de teologia, ele é formado em teologia, doutor em divindade e casado há 38 anos com a pastora Raimundinha.

O pastor já pregou na Ásia, na Europa, na África e na América do Norte, dirige o Instituto Teológico Cristo para Todos (ITCT) e preside a Convenção Nacional de Igrejas e Ministros das Assembleias de Deus no Brasil (Conimadb).

O nome de Gilmar dos Santos aparece como sócio de cinco empresas na Receita Federal, entre as quais a Editora Cristo Para Todos. Em 2017, chegou a ter um programa em um canal de televisão de Goiás. Agora, investe na criação de um canal de televisão virtual para transmitir conteúdos do Ministério Cristo Para Todos.

Dois dos perfis dele nas redes sociais somam 200 mil seguidores. No último ano, o pastor compartilhou nos perfis publicações nas quais aparece em encontros com deputados e os ministros Milton Ribeiro e Ciro Nogueira.

Bolsonaro e o vice Hamilton Mourão durante encontro com pastores, entre os quais Gilmar dos Santos (penúltimo, da esq. para a dir.) — Foto: Marcos Corrêa/PR

Bolsonaro e o vice Hamilton Mourão durante encontro com pastores, entre os quais Gilmar dos Santos (penúltimo, da esq. para a dir.) — Foto: Marcos Corrêa/PR

Arilton Moura Correia não é ativo nas redes sociais. Em um dos perfis, Moura aparece como residente no Pará. Segundo a Conimadb, ele preside o Conselho Político da entidade.

Em 30 de maio de 2018, foi nomeado para o cargo de secretário estadual extraordinário de Integração de Ações Comunitárias pelo então governador do Pará Simão Jatene (PSDB). Foi exonerado do cargo no dia 1º de novembro do mesmo ano.

Em áudio, ministro da Educação diz que Bolsonaro pediu para priorizar liberação de verbas para amigos de pastor

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Em áudio, ministro da Educação diz que Bolsonaro pediu para priorizar liberação de verbas para amigos de pastor

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3 comentários

  • Décio Paulino

    Quem está acima desses pastores presos? Deus ou… o Mito?

  • Mateus Oliveira

    Bolsonaro, pouco tempo atrás: “Eu boto a minha cara no fogo pelo Milton, minha cara toda no fogo pelo Milton. Tão fazendo uma covardia com ele”. Era mole falar isso do pastor Milton Ribeiro quando Bolsonaro decretou sigilo por 100 anos das visitas constantes dos pastores trambiqueiros ao Palácio do Planalto.

  • O Bolsonaro segurou a CPI da Educação mas tem uma parte da PF que ele não consegue segurar. Quá! Quá! Quá!

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