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Cláudio Osti

CNJ suspende juiz que fez comentários depreciativos às mulheres durante julgamento de ação

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Lembra daquele nem tão simpático desembargador do Tribunal de Justiça do Paraná, Luiz de Paula Espíndola, que há poucas semanas, ao julgar uma ação, disse que as “mulheres estão loucas atrás de homens?”, pois bem. Levou uma tunda do Conselho Nacional de Justiça. Ele foi suspenso de suas funções.

A determinação partiu do corregedor nacional de Justiça, ministro Luis Felipe Salomão. A fala do desembargador foi feita durante o julgamento de um processo, que corre em segredo de justiça, sobre o suposto assédio de um professor de uma cidade do interior do Paraná contra uma aluna de 12 anos.

Na decisão, o ministro Luis Felipe Salomão dá uma espécie de “puxão de orelha” no TJ do Paraná. “Não é admissível que o Estado-juiz, por meio de seus integrantes, estimule, compactue ou se apresente omisso diante de violações institucionais que revitimizam e demonstram ao jurisdicionado cenário oposto ao esperado quando se trata do exame de casos em que a vulnerabilidade é ínsita ao conflito posto. Não se pode aceitar que violações a direitos fundamentais ocorram no âmbito de um Poder que prima pela garantia desses mesmos direitos”, asseverou o corregedor.

Com o Blog Politicamente

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