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Cláudio Osti

Corregedoria da Câmara pede suspensão de mandato de três deputados

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Corregedoria da Câmara pede suspensão de mandato de três deputados
Foto: Saulo Cruz/Agência Senado

A corregedoria da Câmara dos Deputados recomendou nesta sexta-feira (19) a suspensão dos mandatos de três deputados e a aplicação de censura escrita para 14 parlamentares da oposição que participaram do motim no plenário da Casa, no início do mês passado.Corregedoria da Câmara pede suspensão de mandato de três deputadosCorregedoria da Câmara pede suspensão de mandato de três deputados

Ao finalizar a análise das representações abertas contra os parlamentares, o corregedor da Casa, deputado Diego Coronel (PSD-BA), sugeriu ao Conselho de Ética da Câmarasuspensão do deputado Marcos Pollon (PL-MS) por 90 dias e dos deputados Marcel Van Hattem (Novo-RS)  e Zé Trovão (PL-SC) por 30 dias.

Todos são acusados de obstrução da cadeira da Presidência.

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Pollon também é alvo de outro pedido de suspensão por 30 dias, totalizando 120 dias. O deputado foi acusado de fazer declarações difamatórias contra a presidência da Casa.

O corregedor também defendeu a aplicação da pena de censura escrita aos deputados Allan Garcês (PP-MA), Bia Kicis (PL-DF), Carlos Jordy (PL-RJ), Caroline de Toni (PL-SC), Domingos Sávio (PL-MG), Julia Zanatta (PL-SC), Nikolas Ferreira (PL-MG), Paulo Bilynskyj (PL-SP), Marco Feliciano (PL-SP), Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) e Zucco (PL-RS), além de Pollon, Van Hattem e Zé Trovão.

Segundo Diego Coronel, as solicitações de punição ocorreram a partir da análise das imagens internas da Câmara e com base nas argumentações das defesas dos parlamentares.

“O papel da corregedoria é institucional. Atuamos com imparcialidade, analisamos cada conduta de forma individual e cumprimos o nosso compromisso de agilidade, entregando nosso relatório passados 22 dias úteis da representação, ou seja, metade do prazo. Agora, cabe à Mesa decidir sobre as recomendações apresentada”, declarou o corregedor.

De acordo com as regras internas da Câmara, os pedidos de suspensão de mandatos serão analisados pelo Conselho de Ética e o plenárioA aplicação da censura escrita será avaliada pela Mesa Diretora da Casa.

corregedoria analisou os pedidos de afastamento de deputados do PL, PP e do Novo, enviados pelo presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB).

Motim

No dia 5 de agosto, senadores e deputados da oposição ocuparam as mesas diretoras dos plenários do Senado e da Câmara dos Deputados para protestar contra a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro, que havia sido decretada no dia anterior pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.

Ao chegar no plenário da Câmara, o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), teve dificuldades de assumir sua cadeira na Mesa Diretora, impedido por alguns parlamentares, especialmente os deputados Marcel van Hattem (Novo-RS) e Marcos Pollon (PL-MS).

Os senadores e deputados pernoitaram no local, inviabilizando os trabalhos legislativos. Eles exigiam ainda que fossem pautadas as propostas de anistia geral e irrestrita aos condenados por tentativa de golpe de Estado no julgamento da trama golpista e o impeachment de Moraes.

Parlamentares da base de apoio ao governo repudiaram o ato, classificado como “chantagem”.

No dia 6 de agosto, por volta das 22h30, Hugo Motta abriu a sessão plenária após um longo período de obstrução pelos parlamentares da oposição. Motta criticou a ação dos deputados e disse que as manifestações têm que obedecer o regimento da Casa.

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3 comentários

  • Sorria, contribuinte!
    Você está pagando.

    O youtuber que vai denúncia r os comissionados fantasmas de deputados em Londrina merece aplausos. Tem assessor que troca o gabinete pelo balcão do próprio comércio, mas o salário, esse, pinga todo mês. Uma vergonha com o dinheiro público. E ainda tem deputado fingindo que não vê.

  • Emílio Inácio

    Saiu barato. Aliás, saiu de graça.

  • Paulinho da Força: de Porecatu para o balcão de negócios da política

    Amigo de ministros do STF e velho conhecido dos bastidores de Brasília, Paulinho da Força segue sendo um nome forte onde há conchavo e articulação. Nascido em Porecatu (PR), em 25 de janeiro de 1956, começou sua trajetória política filiado ao PT, mas não demorou para perceber que coerência ideológica é um fardo dispensável quando se almeja o poder.

    Sindicalista profissional, usou sua visibilidade à frente da Força Sindical como trampolim para fundar o Solidariedade, partido feito sob medida para navegar no centrão. Paulinho não depende de votos: sua força está na arte da barganha. Pouco importa quem governa, ele sempre está por perto, garantindo emendas, cargos e acordos.

    Embora há muito tempo não tenha base eleitoral no Paraná, segue sendo uma peça útil no tabuleiro político nacional. É o tipo de figura que atravessa governos, crises e escândalos, desde que o balcão continue aberto.

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