O modelo adotado no debate de ontem, entre os candidatos à presidência da República Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Messias Bolsonaro, coordenado pela Band em que também participaram diversos outros veículos de comunicação, foi um dos mais interessantes das últimas décadas.
Em dois blocos os dois foram para o confronto cara a cara e provocou como dizem nas lutas de MMA, – uma boa trocação.
No primeiro bloco, o mediador fez uma pergunta para os candidatos que tiveram 1m30s cada pra responder. Depois disso cada candidato teve 15 minutos para perguntar e responder para o adversário, controlando o próprio tempo.
Ao se enfrentarem, cada candidato usou de uma estratégia. Lula encurralou Bolsonaro com perguntas e comentários sobre a condução do atual presidente durante a pandemia. Apontou as falhas e acusou Bolsonaro de, com suas atitudes, ser responsável pelas mortes de pelo menos 400 mil pessoas.
O troco veio no terceiro bloco. Bolsonaro foi pra cima de Lula falando na corrupção na Petrobras. Foi o momento de mais desconforto enfrentado por Lula. O ex-presidente acabou concordando que realmente houve corrupção na Estatal, mas saiu-se dizendo que os culpados foram presos. Em alguns momentos demonstrou nervosismo com a pressão. Não admitiu que, no mínimo, houve omissão de sua parte. Lula também se perdeu no uso do tempo dando a oportunidade a Bolsonaro de ficar falando mais de três minutos no encerramento deste bloco.
Projetos para a economia, para a educação, saúde, praticamente foram colocados de lado. Terminado o confronto, pouco se pode saber sobre o que Lula e Bolsonaro farão no governo caso vençam a eleição.














