Demissão de Ana Mozer do ministério do Esporte: um baita gol contra de Lula

do G1

A agora ex-ministra do Esporte, Ana Moser, divulgou nota em que disse ver com “tristeza” e “consternação” a interrupção de uma “política pública inclusiva” no Ministério dos Esportes.

Ana Moser foi demitida do comando do ministério nesta quarta-feira (6) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Lula colocou no lugar o deputado André Fufuca (PP-MA) nos Esportes. O movimento foi feito para trazer o Centrão para o governo.

“Esta gestão vê com tristeza e consternação a interrupção temporária de uma política pública de esporte inclusiva, democrática e igualitária no governo federal, mas entende que este caminho apenas começou a ser trilhado”, afirmou a ex-ministra.

No texto, Ana Moser também diz que, em conversa com Lula, lamentou que as promessas de campanha para o esporte tenham tido tão pouco tempo para serem implementadas.

“Durante a conversa, Ana Moser lamentou que as promessas de campanha, de um esporte para toda a nação, tenham tido tão pouco tempo para que se desenvolvessem na retomada da gestão do Ministério do Esporte voltada para a implementação de uma política que efetivasse o direito social à prática esportiva”, continuou a nota.

Com a demissão de Ana Moser, a equipe ministerial passa a ter 8 mulheres, duas a menos em relação a janeiro. A ex-ministra do Turismo Daniela Carneiro já havia sido demitida.

Mais modificações

O governo também anunciou que o deputado Silvio Costa Filho (Republicanos-PE) vai assumir o Ministério de Portos e Aeroportos, no lugar do ministro Márcio França (PSB).

França vai assumir o Ministério da Micro e Pequena Empresa, criado nesta minirreforma ministerial.

Esse movimento também foi feito para abrir espaço para um partido do Centrão, o Republicanos de Silvio Costa Filho.

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Um comentário

  1. Genildo

    Não estou entendendo tamanha repercussão. Achavam que Lula não trairia o discurso de campanha? Sem hipocrisia vai gente!
    Eleitores, desportistas, mulheres achavam que a nomeação de Ana Moser era técnica? Por sua capacidade administrativa? TODES sabiam que a escolha foi meramente “lacratória” e politica. Anielle Franco, Marina Silva possivelmente tenham vida um pouco mais longa já que seus ministério tem baixo orçamento e pouca representatividade mas não se iludam, basta alguém demonstrar interesse e Janjo não hesitará em rifar essa gente em troco do poder que tanto ambiciona.
    Mais revoltante é saber que a qualquer novo aceno, essa gente volta com o rabo entre as pernas como se não tivessem sido desrespeitados.
    Sobre Márcio França, lhe falta dignidade como ser humano.

    1. Anubian

      A irmã da peneira eu acho que fica lá até o fim do governo Janjo, o ministério dela é barato e não manda em nada, só vai aparecer de vez em quando pra alegrar a esquerda cirandeira das pautas identitárias com alguma ação simbólica.

      Já a Marina acho que vai ficar até o Janjão liberar uma exploração mais agressiva na Amazônia, como ele já sinalizou que vai fazer. Quando ele fizer isso ela vai pedir o boné alegando que não compactua com a iniciativa. Até lá ela já encheu os bolsos e aproveitou as regalias de ser ministra por um tempinho. Se ela não se aposentar acho que vai se candidatar a deputada ou senadora pelo Acre e ganhar, já que mesmo tendo virado fumaça no resto do Brasil, no Acre pelo menos as pessoas lembram que ela existe.

      1. Genildo

        Dado a sua total irrelevância acabei deixando passar batido a Margareth Menezes, mas enquanto estiver cumprindo determinações e liberando verbas estará com o cargo garantido.

  2. Trairagem

    Quem dançou foi o Diogo do Taekwondo de Londrina.
    Assessor especial.

  3. Carlos Marques

    Vejo muita gente criticando o Lula por transferir o Ministério dos Esportes para o centrão mas adoram recepcionar e fazer média com parlamentares desse mesmo centrão.

  4. Glaucia

    Tudo sob chantagem, sacanagem, sabotagem do líder do Centrão: ARTHUR LIRA.
    André Fufuca, nome que não é digno de respeito, dada a sua ficha corrida supostamente ilícita, é apadrinhado do Lira.
    O Centrão só vota matéria de interesse do Governo se tiver cargo no Governo.
    Relações não republicanas, puro fisiologismo. Foi e será assim, dizem os cientistas políticos, é do jogo “democrático”.
    Eu me incomodo e não gosto desse argumento de cientistas políticos, de que a política é assim, não é, é possível construir uma base absolutamente republicana, não menos que isso.
    O clientelismo é outra face nefasta na política, que é a relação promíscua entre o eleitor e o político.
    Patrimonialismo, clientelismo, coronelismo e fisiologismo são vícios políticos abjetos, que resultam em corrupção, chantagem, sabotagem de parlamentares contra o governou ou vice-versa.
    Lamento por Ana Moser.

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