Desde 2008

Editor:
Cláudio Osti

E a Jovem Pan já está virando comunista? Emissora demite jornalistas apoiadores do presidente

0 comentário

Ricardo Feltrin/UOL

O jornalista Augusto Nunes, 73, foi demitido do Grupo Jovem Pan, um dia após a derrota do presidente Jair Bolsonaro (PL) nas eleições. A emissora confirmou a informação, mas não comentou os motivos devido a “cláusulas de confidencialidade”. Ele foi contratado em 2016, para atuar no rádio. Depois, também migrou para a TV. Ele já estava afastado desde a semana passada, após descumprir ordem do TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

Por meio do Twitter, Augusto afirmou que chamou o candidato do PT de “ladrão, ex-presidiário, descondenado e amigo de ditadores” após o TSE ter dito que não censurou o canal pelos termos usados contra o ex-presidente.

Veja o comunicado divulgado hoje pela Jovem Pan:

Em comum acordo, O Grupo Jovem Pan e o jornalista Augusto Nunes entenderam por bem pôr fim à parceria de trabalho que estava vigente há mais de cinco anos, através da empresa do Augusto, Lauda Comunicação Ltda, sem qualquer animosidade ou juízo de valor. Os termos e detalhes do deslinde não serão objetos de comentários por conta de o contrato de origem estar acobertado e protegido por cláusula de sigilo e confidencial.

O Grupo Jovem Pan agradece o jornalista Augusto Nunes e deseja sucesso nas novas fronteiras que ele haverá de desbravar.

Mais cedo, o grupo também anunciou a demissão do comentarista Caio Coppolla. Desde novembro passado ele fazia participações no canal pago JP News. Ele já havia trabalhado no grupo até 2019, quando recebeu uma proposta e mudou para a CNN, onde integrava o quadro “Liberdade de Opinião”, quando foi demitido, em 29 de outubro do ano passado.

Tópicos:
Compartilhe:

Veja também

Deixe o primeiro comentário