De O Bastidor
A falta de um cargo ao ex-senador Roberto Requião começa a causar pequenos constrangimentos ao PT. Seu filho, o deputado estadual Requião Filho (PT-PR), reclamou de ter sido avisado de última hora sobre a presença dos ministros Flávio Dino, da Justiça, e Nísia Trindade, da Saúde, em um evento no estado.
Por causa do desencontro de agendas de Dino e Trindade com Requião Filho sobrou até para os ministros Alexandre Padilha (Relações Institucionais) e Rui Costa (Casa Civil).
“Acabou a campanha e esqueceram de seus apoiadores no Paraná, fazendo questão das informações virem de última hora, por e-mails institucionais, sem preocupação alguma de confirmação da presença”, diz Requião Filho em nota divulgada nesta segunda. “Do que adianta um Ministro das Relações Institucionais, como o Alexandre Padilha, ou da Casa Civil, como Rui Costa, se os deputados do próprio partido são relegados e esquecidos pela estrutura federal. Onde está o bom político Lula, hábil e feito de relações, que nem se quer orienta sua equipe para esses cuidados?”
Antes disso, Requião Filho havia pedido que o governo federal revogue o decreto que permite a privatização da Copel, a companhia de energia do Paraná. De acordo com aliados, Lula evitou o ato até agora com receio de perder o apoio do PSD, do governador Ratinho Junior.
Filiado ao MDB por anos, Requião pai filiou-se ao PT para disputar o governo do Paraná no passado. Perdeu. Desde então, não é a primeira vez que ele e a família reclamam. O pai considera Lula um amigo próximo e disse que esperava mais consideração dele. Requião criticou a escolha de Jean Paul Prates para a Petrobras e recusou um cargo no Conselho de Administração de Itaipu – classificou como “desaforo” e “humilhação”.














2 comentários
Genildo
Aliados políticos que não sejam nativos do PT não estão nos planos futuros de Lula.
Carvalho
Pra quem é petista de verdade:
Coloca uma bandeira na frente do seu Comércio.
Vamos ver se tem coragem?