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Cláudio Osti

Fraudes no Master podem chegar a R$ 12 bilhões, estima diretor da PF

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Da Agência Brasil

O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, estima que as fraudes contra o sistema financeiro investigadas na Operação Compliance Zero podem ter movimentado cerca de R$ 12 bilhões. Fraudes no Master podem chegar a R$ 12 bilhões, estima diretor da PFFraudes no Master podem chegar a R$ 12 bilhões, estima diretor da PF

“Estamos fazendo uma operação importante, de forma conjunta com Banco Central e Coaf, para [investigar] um crime contra o sistema financeiro que leva à monta de cerca de R$ 12 bilhões.”

Andrei Rodrigues depôs à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Senado que investiga o crime organizado e comentou a Operação deflagrada pela PF na manhã desta terça-feira (18).

Entre os investigados está o dono do Banco Master, Daniel Vacaro, detido no Aeroporto de Guarulhos. Também são investigados o presidente do Banco Regional de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, e o diretor de Finanças e Controladoria do banco, Dario Oswaldo Garcia Júnior. Ambos foram afastados dos cargos que ocupam no BRB.

Aos senadores, Rodrigues antecipou que já nas primeiras ações da manhã, foram apreendidos R$ 1,6 milhão, em espécie, na residência de um único investigado.

Ele também confirmou que a operação resultou em “várias prisões”.

Compliance zero

A Operação Compliance Zero é fruto de investigações que a PF iniciou em 2024, para apurar e combater a emissão de títulos de créditos falsos por instituições que integram o Sistema Financeiro Nacional.

As instituições são suspeitas de criar falsas operações de créditos, simulando empréstimos e outros valores a receber. Estas mesmas instituições negociavam estas carteiras de crédito com outros bancos.

Após o Banco Central aprovar a contabilidade, as instituições substituíam estes créditos fraudulentos e títulos de dívida por outros ativos, sem a avaliação técnica adequada.

O Banco Master é o principal alvo da investigação instaurada a pedido do Ministério Público Federal (MPF).

“[O BRB] sempre atuou em conformidade com as normas de compliance e transparência, prestando, regularmente, informações ao Ministério Público Federal e ao Banco Central sobre todas as operações relacionadas [às negociações de compra do] Banco Master”.

Banco Central

Diante da situação, o Banco Central oficializou, por meio de comunicado, a liquidação extrajudicial da Master Corretora de Câmbio, Títulos e Valores Imobiliários.

O documento coloca como liquidante extrajudicial, com “amplos poderes de administração e representação da sociedade”, a empresa EFB Regimes Especiais de Empresas; e, como responsável técnico, Eduardo Felix Bianchini.

Contexto

O Master tornou-se conhecido por adotar uma política agressiva para captar recursos, oferecendo rendimentos de até 140% do Certificado de Depósito Bancário (CDI) a quem compra papéis da instituição financeira – uma promessa de ganhos superiores às taxas médias para bancos pequenos – em torno de 110% a 120% do CDI.

Operações do banco com precatórios (títulos de dívidas de governos com sentença judicial definitiva) também aumentaram as dúvidas sobre a situação financeira do Master, que ao emitir títulos em dólares, não conseguiu captar recursos.

Ontem (17), o grupo Fictor, de investimentos e gestão de empresas, anunciou que compraria o Master.

Agência Brasil tenta contato com Paulo Henrique Costa e com Dario Oswaldo Garcia Júnior ou seus advogados, bem como com a defesa de Vorcaro, e está aberta para incluir posicionamento dos citados.

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6 comentários

  • Zezinho da Silva

    Grandes investidores vão levar grandes prejuízos. E o povão com isso? Ninguém mandou os investidores espertos, inteligentes e poderosos entregarem seu dinheiro a um pastor evangélico que virou banqueiro do dia pra noite, ou melhor, da noite pro dia? Na igreja oferecia milagre, na banca oferecia juros irreais. Trouxa quem acreditou. Kkkkkk

  • Os mesmos que zurram “Derrite prá cá, Derrite prá lá” são is mesmos que se apresentam como paladinos da lei e da ordem mas são e sempre foram a favor das saidinhas dos condenados, são os mesmos que acreditam que 60% dos traficantes abandonariam o tráfico de tivessem uma outra forma de sobreviver, são os mesmos que dizem que se combate fuzil com pedrada mas se esquecem que quem é corrupto e tem dinheiro é julgado pelo STF.

  • Jordão Bruno

    Fica cada vez mais cristalino por que a extrema-esquerda, especialmente a raiz bolsonarista, vem defendendo com unhas e dentes a redução dos poderes da PF de investigar crimes. No caso da arapuca Master, imagine se tivesse sido aprovado o parecer inicial do Derrite, nunca que o governador de Brasília iria autorizar a investigação pela PF dessa arapuca controlada por um seu aliado. O governador chegou a injetar bilhões de dinheiro público no Master. Agora Derrite quer proteger a grana e os bens dos chefões do crime organizado. Por que será?

    • uai?? não sabia que ser Bolsonarista era sinônimo de extrema esquerda?? Essa piada é nova….

      • Jordão Bruno

        Que total desatenção! Onde escrevi “extrema-esquerda” o 100% correto é realmente “EXTREMA-DIREITA”. Obrigado pela observação.

  • E a ZELITES estão assustadas e se esse Vorcaro faz delação premiada? Derrite e caterva, tentam quebrar as pernas da PF para proteger essas picaretagens, terrorismo é isso

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