Desde 2008

Editor:
Cláudio Osti

Indústria da multa. Mas será mesmo?

6 comentários

Algumas curiosidades das campanhas eleitorais.

É muito comum em campanha, a famosa discussão sobre a “indústria da multa”.  Em Londrina há candidato dizendo que vai acabar com a indústria da multa. Só não diz se vale também as multas nas rodovias aplicadas pelas Polícias Rodoviárias Federal e a Estadual.

Mas fica a dúvida: é indústria da multa ou indústria do desrespeito às leis de trânsito?

Veja, este blogueiro já foi multado algumas vezes na vida e, invariavelmente, a multa foi aplicada por infração a alguma regra de trânsito. Será que é só este escrevinhador que admite culpa?

Os demais multados são todos inocentes?

Convenhamos, as leis de trânsito foram criadas para organizar e, mais do que isso, proteger vidas.

A redução de velocidade máxima nas vias e os radares têm ajudado muito a reduzir o número de mortes que, mesmo assim, ainda é expressivo.

Entre janeiro e o dia 11 de julho deste ano, 31 pessoas morreram vítimas de acidentes em ruas e avenidas da cidade. Desse número, 16 eram motociclistas, o que representa 51% do total.

Indústria da multa ou excesso de infrações no trânsito?

Tópicos:
Compartilhe:

Veja também

6 comentários

  • Sérgio de Paula Santos

    Agora que passou a campanha eleitoral, penso que já podemos retornar ao tema “indústria da multa” pela lógica constitucional da cidadania e da dignidade da pessoa humana, indiferente ao choro de bandidos que costuma acompanhar o tema.
    Para mim é muito simples saber se isso existe ou não, pois me parece, basta que o MInistério Público compre a ideia e faça uma investigação sobre isso. Tenho a impressão que se o Ministério Público solicitar e receber o extrato de todas as multas emitidas no Paraná nos últimos anos, não só as de Londrina, e usar os recursos da inteligência artificial para compilar os dados motivadores das multas registradas pelo agentes, investigar o quanto do valor dessas multas não ficam com o Estado, sendo usados para pagar empresas terceirizados, donas de equipamentos e etc, considerar o efeito de que o agente público tem a presunção da verdade e que o multado é que tem que se defender caso o agente esteja equivocado, já dá uma fumaça de bom direito melhor do que o cheiro podre de “choro de bandido” alegado pelo colunista.

  • isso de multar por radar é a famosa renda passiva. Coloca o aparelho na via e pega quem der bobeira e passar dos limites. Alguns até exagerados. Um exemplo é a avenida JK, reduziram a velocidade da via de 60 km por hora para 50 km. Só conseguiu piorar o transito, ficou mais congestionado. Fiscalização presencial não existe, o que mais se vê é gente dirigindo e utilizando o celular. Isso gera uma distração que pouco importa se esta a 60 km ou 30km. Um carro atingindo um pedestre ou ciclista pode ser fatal, na melhor das hipóteses vai causar danos consideráveis.

  • Mas é óbvio que não existe indústria de multa, existe indústria de infração. “Ah, mas os agentes tem que orientar..” De maneira nenhuma, todo mundo que é habilitado tem que saber dirigir sem orientação de agentes, isso é o mínimo. Se tem gente dirigindo sem ser habilitado, pior ainda, a multa tem que ser 10x maior. Queria ver um protesto desses que dizem que existe indústria da multa. Façam uma ação, se organizem pra dirigirem por um mês sem exceder o limite de velocidade, sem passar em farol vermelho, sem estacionar em local proibido…Assim vocês vão falir a tal indústria. O mal das pessoas é terceirizar a culpa. A culpa é do radar, do agente, do prefeito, nunca é dela mesma. Essa mentalidade de não se responsabilizar por nada, e ficar esperando o estado resolver tudo e se responsabilizar por tudo é a principal responsável pela situação do país.

  • Lu Brandão

    Nem todos são habilitados.
    Grande parte dos acidentes são provocados por motoqueiros e motoristas sem habilitação.
    Precisa haver mais fiscalização.
    Isso só ocorre com gestores com experiência e boa vontade.

  • Lu Brandão

    Falta policiamento na rua e sobra radares.
    Para que orientar e fiscalizar se a multa é mais fácil e arrecada.

    • Giordano Morais

      Orientar o motorista? Se o motorista está habilitado, não precisa de orientação, deveria ter aprendido a legislação durante a obtenção de sua CNH. A verdade é que hoje os valores das multas de trânsito também já estão defasados. Há quem nem se importa mais com elas. Aliás, muitos nem pagam e continuam dirigindo tranquilamente exatamente por falta de fiscalização. Resumo da opereta: tem de multar quem não respeita as leis de trânsito e fiscalizar.

Deixe o seu comentário