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Cláudio Osti

Luciano Bivar esperneia, mas perde o comando do União Brasil

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Um baita balaio foi a convenção nacional do União Brasil para escolher os novos mandatários do partido. Após uma série de brigas internas, integrantes da União Brasil aprovaram hoje a troca no comando.

O novo diretório da legenda elegeu uma nova executiva, que tomará posse em junho, o que levará à substituição do atual presidente do partido, o deputado federal Luciano Bivar (PE). No lugar dele, entrará o atual vice-presidente, Antônio Rueda.

Já o ex-prefeito de Salvador ACM Neto, que hoje ocupa o cargo de secretário-geral da sigla, será o 1º vice-presidente.

Bivar chegou a cancelar a convenção desta quinta, num ato unilateral, em tentativa de evitar sua substituição futura. O mandato dele vai até maio.

Integrantes do diretório do partido, porém, argumentaram que o dirigente não poderia tomar essa decisão, já que a convenção estava homologada pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral), e aprovaram um recurso contrário.

“Temos mais de dois terços dos convencionais e dos membros da executiva atual. Bivar não tem poder de cancelar de ofício uma convenção convocada pela maioria”, disse à Folha o líder da União Brasil na Câmara, Elmar Nascimento (BA).

O deputado faz parte da ala que queria substituir Bivar por Rueda. O futuro presidente tem amplo apoio no partido. Também defenderam a troca nomes de peso na legenda, como o líder da legenda no Senado, Davi Alcolumbre (AP) e os ministros Celso Sabino (Turismo) e Juscelino Filho (Comunicações).

Bivar, por sua vez, chamou a convenção de ilegítima e clandestina e ameaçou questioná-la na Justiça.

“A convenção está eivada de visões. Como ela está com esses vícios, o que se pediu para a boa lisura de uma convenção é que se programe-se e reúna-se a Executiva e se marque nova data. Fora disso, ela está suscetível à judicialização”, afirmou.

“É estapafúrdio fazer isso. Essa convenção não existe. Qualquer coisa que estão fazendo ali é clandestino.”

Bivar ainda disse que há pessoas que querem usar o partido para atrair negócios e que tem que ser comandado por um político, não “por uma banca de advogados”. Rueda é advogado.

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