A briga entre o senador Sérgio Moro (União Brasil) e o ex-candidato a prefeito da capital de todos os curitibanos, Ney Leprevost, está bonita de assistir, dos camarotes, é claro.
O União Brasil, para ter o apoio de Moro à candidatura de Leprevost, praticamente impôs o nome da esposa do senador, Rosângela Moro deputada por São Paulo – você leu certo, ela é deputada por São Paulo – como vice do candidato curitibano.
A eleição, pelo jeito, mostrou que o prestigio de Moro não é exatamente uma Brastemp. Ney terminou a campanha em 4º lugar, com 6,49% dos votos.
Segundo Leprevost, Moro atrapalhou um bocado e queria transformá-lo em um fantoche, usando sua campanha para alavancar o nome dele para uma possível disputa ao governo do Paraná, em 2026.
“Moro atrapalhou bastante. Não que seja culpa dele o fato de eu não ter vencido, mas ele atrapalhou bastante. E ele é ruim de lidar, de difícil trato, vaidoso”, disse Leprevost, em entrevista à Folha de São Paulo.
“Acho que eu comecei a perder a campanha quando cometi o erro de aceitar o pedido do União Brasil nacional de colocar a mulher do Moro de minha vice. Eu gosto da Rosângela, ela é boa gente, uma querida. Mas o Moro atrapalhou. Ele começou a achar que o candidato era ele. E ele agregou muita rejeição à campanha. Porque ele é visto em Curitiba como o carrasco do Lula e o traidor do Bolsonaro”, disse Leprevost.
O deputado acredita que, além disso, Moro não conseguiu trazer os votos do eleitor simpático ao lava-jatismo, já que o ex-procurador Deltan Dallagnol (Novo) apoiou um adversário, Eduardo Pimentel (PSD).













