de O Antagonista
Lula sustentou uma candidatura presidencial inviável em 2018, e conseguiu colher seus frutos em 2022. Jair Bolsonaro segue na mesma linha, sustentando uma candidatura presidencial inviável para 2026, e sabe-se lá quando colherá seus frutos.
O certo é que as empreitadas do petista e do presidente de honra do PL transcorrem às custas da saúde política e institucional do Brasil. Lula, que hoje posa de defensor do Supremo Tribunal Federal (STF), desafiou todo o Judiciário brasileiro ao manter sua candidatura presidencial mesmo dentro da cadeia.
Os bolsonaristas podem argumentar que foi Lula que começou tudo isso, e é verdade. Foi o petista que emplacou, no período pós-redemocratização, o populismo mais rasteiro, beneficiado pela herança econômica bendita de Fernando Henrique Cardoso, algo que Fernando Collor não teve.
Antídoto degradado
Bolsonaro surgiu como o antídoto possível a Lula, mas, pela própria natureza da disputa travada entre os dois, degradou-se ainda mais rápido do que o petista, que vinha se desgastando aos poucos, via mensalão, Dilma Rousseff, petrolão…
O resultado disso é que, hoje, os dois não são mais unanimidade nem entre seus eleitores mais fiéis, aqueles que se dizem lulistas e bolsonaristas.
No caso de Bolsonaro, que está inelegível e tenta forçar candidatura mesmo sob julgamento no STF por tentativa de golpe de Estado, a rejeição no próprio eleitorado é ainda maior: 38% dos bolsonaristas preferem que ele apoie outro candidato. A proporção sobe para 55% no eleitorado de direita.
É claro que os torcedores mais fervorosos de cada um dos times dirão que esses números não refletem a realidade, que foram manipulados, porque os artistas gostam de Lula e Bolsonaro reúne pequenas multidões por onde passa, ou qualquer outra teoria para maquiar a realidade.
Quando se sai da dualidade, contudo, o cansaço do eleitorado fica bem mais evidente: 70% daqueles que não têm posicionamento político acham que Bolsonaro deveria escolher logo um candidato para 2026, e 73% preferem que Lula não concorra à presidência mais uma vez.
E é o Brasil, mais do que Lula ou Bolsonaro, que pagará o maior preço por isso.














1 comentário
Há Lagoas
Finalmente, uma luz no fim do túnel! Que as paquitas luloafetivas e os bolsominions, como todo torcedor fanático, defenda seus ídolos longe da presidência!