
As décadas de jornalismo deste escrevinhador, na maior parte delas cobrindo política, permite dizer: possivelmente este seja um dos anos mais complicados vividos pela Câmara de Londrina. E olhe que já houve momentos tensos, com a cassação de dois prefeitos – Antônio Belinati e Barbosa Neto. Houve cassação de mandato de vereador Emerson Petriv, e afastamento judicial de outros, crimes de corrupção passiva e ativa, com condenações a parlamentares, como o ex-vereador Orlando Bonilha, e muito mais.
Este ano a Câmara de Londrina se esmerou em aprovar diversos projetos inconstitucionais, apenas para agradar segmentos ideológicos, sem nenhum benefício para a população; aprovou projeto que autorizou o aumento significativo de alguns secretários; aprovou até projeto que impede moradores em situação de rua de se alimentar nas praças.
Pela atividade principal e constitucional da Câmara – que deveria ser legislar e fiscalizar as ações do executivo há sempre tensão. É normal. A imprensa pergunta, cobra, critica, opina. Cada um deve cumprir o seu papel.
Sim há exageros da mídia. Sim há exageros dos políticos.
Ontem houve mais um clima de tensão que se transformou em censura.
Clique aqui e receba as informações do Paçoca com Cebola pelo whats app
A repórter Juliana Lucilha e o cinegrafista Altair de Souza – dois excelentes profissionais, ambos da Rede Massa, foram impedidos de acompanharem uma coletiva em que o presidente da Câmara, Emanoel Gomes, iria falar sobre os projetos polêmicos que a Casa estava votando. Entre eles um que espeta dolorosamente o bolso do contribuinte, a criação de mais cargos na Câmara, que pode gerar um custo anual de mais R$ 2 milhões, num momento em que a prefeitura, dia sim e outro também diz que precisa economizar pois o caixa está baixo – em que pese que a própria prefeitura não dá o exemplo, aumentando salários dos seus secretários.
A determinação de vetar a participação dos jornalistas foi do presidente da Câmara, Emanoel Gomes.
PARA CONTEXTUALIZAR
A atitude foi em represália não aos dois profissionais, Juliana Lucilha e Altair de Souza, que estavam ali cumprindo seu papel profissional. A decisão de Emanoel Gomes foi devido a uma rusga já de algumas semanas com o apresentador da Rede Massa, Macedão. O apresentador, em um de seus programas, disse que há vereadores vagabundos. Generalizou, não disse os nomes. O caso foi parar na Justiça que é o lugar para discutir se houve ofensa, calúnia ou difamação.
O político, quando ingressa na vida pública, precisa entender que sim, será cobrado, sua vida será vasculhada, e todas as suas atitudes serão fiscalizadas, apoiadas ou criticadas. É do jogo.
Emanoel Gomes tá na vida pública há muitos anos. Fala mansa, raramente sobe o tom. É presidente da Câmara pela segunda vez. Tem experiência.
Impedir que uma equipe de jornalismo possa trabalhar, é sim censura. E censura, em um regime democrático, não se pode admitir.














11 comentários
Jose Aparecido
seo paçoca pensa em um vereador arrogante incompetente so pensa nele. essa talzinho de emanuel deveria voltar para a terra dele. culpados tambem quem votou nele.
Sandro Augusto dos Santos
Uma pena. Só em Londrina uma cidade desenvolvida acontece um absurdo desse. Jamais poderia eleger este edil para ser presidente da Câmara Municipal. Não tem vínculo com a cidade de Londrina. Já foi um grande erro se eleger vereador. Acredito seja seu último mandato.
Republucanos
O suplente de vereador de Emanoel Gomes é o Diogo Hutt e que, aliás, já está mais atento à cadeira do que o próprio titular. Em caso de cassação, é só trocar a plaquinha na porta.
Nexialista do Igapó
https://www.facebook.com/reel/2136328273841166
Suplente de olho
Deve ser o aspone?
Quem pagou o regabofe?
André e Verri
https://www.instagram.com/reel/DSOM5ElkbF0/?l=1
Batata Podre RPC
Xerox do Bonilha.
Glaucia
Não surpreende, é bolsonarista, neopentecostal, abertamente parcial, sem nenhum pudor.
PAREM DE REELEGER.
Silvio Antônio
Esse PASTOR VENDILHÃO DO TEMPLO é mais falso que nota de 3 reais. Só cisca pra dentro igual galinha choca. Venha a nós a vossa grana. Vereador desse calibre seria melhor ter ficado na cidade dele
joao
Vergonha! Essa é a única palavra que pode resumir esse lamentável episódio.
SOBERBA
Emanoel Gomes vem demonstrando problemas há tempos. Quem convive de perto já percebeu o comportamento autoritário do carioca, que chegou a Londrina há menos de 13 anos. De forma recorrente, tenta emplacar projetos que beneficiam apenas os vereadores, propostas já rejeitadas publicamente pela população, pela imprensa e por entidades da sociedade civil. Mesmo assim, ele insiste em reapresentá-las, como se fosse uma disputa pessoal para não sair derrotado.
Importante lembrar que ele foi mal votado e só assumiu como suplente, ou seja, rejeitado nas urnas recentemente.
Diante disso, o Ministério Público precisa olhar com mais atenção. A população quer transparência e economia, e não manobras políticas para proteger privilégios. Simples assim, pena que muitos vereadores ainda não entenderam.
Segue
Pastor Coroné da IURD
https://angelorigon.com.br/2025/12/13/corone-emanoe-gomi/
Cópia da IURD
https://fenaj.org.br/nota-de-repudio-novo-ataque-judicial-da-igreja-universal-do-reino-de-deus-contra-jornalistas-e-o-jornal-the-intercept/
Segundo inquérito civil realizado pelo MPF, a Universal foi responsável por mais de cem ações praticamente idênticas, propostas em 19 estados por pastores da igreja contra o jornalista.
https://www.gazetadopovo.com.br/vida-e-cidadania/mpf-processa-igreja-universal-por-assedio-judicial-contra-jornalista/