Quem trabalha com campanha sabe bem que os últimos dez dias de campanha são cruciais. Um erro cometido pode significar o desastre.
E, convenhamos, houve vários erros grosseiros cometidos pela equipe e apoiadores de Bolsonaro, no momento em que a estratégia deveria ser o piano e não bateria de heavy metal.
Membros da campanha, em off para o G1, apontaram os três principais deslizes:
- o episódio em que o ex-deputado Roberto Jefferson, aliado de Bolsonaro, atirou em policiais federais;
- a determinação de Bolsonaro para que o ministro da Justiça fosse ao encontro de Jefferson;
- o episódio em que a campanha de Bolsonaro acionou o TSE alegando que rádios estariam deixando de exibir as inserções do candidato à reeleição – o ministro Alexandre de Moraes rejeitou a ação por falta de provas.















1 comentário
Décio Paulino
Esses “erros” foram cometidos porque neles há a essência do bolsonarismo. Roberto Jefferson reagiu com armas seguindo a fala de seu chefe: cidadão armado não será escravizado. Quanto ao episódio das inserções nas rádios, mais uma fake news das milhares que o bolsonarismo espalhou desde a campanha em 2018. Desta vez não funcionou. Xandão quis as provas. Obviamente não havia. O grande erro do bolsonarismo é ser antidemocrático, ser neofascista, defender a barbárie. Ainda teve muito voto. Sinal de que uma parte do país parou na História e quer retornar aos tempos da ditadura militar.