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Cláudio Osti

PF prende pastor bolsonarista que fez ameaças à democracia

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pastor Fabiano Oliveira, que estava foragido há cinco dias, foi preso durante um ato golpista nesta segunda-feira (19).

A informação foi confirmada pela superintendência da PF. Oliveira estava em um ato de bolsonaristas em frente ao 38º Batalhão de Infantaria do Exército em Vila Velha, na Grande Vitória (ES). De acordo com o superintendente da PF no estado, Eugênio Ricas, o pastor não reagiu à prisão.
“Foi preso pela PF, sem resistência, encaminhado ao DML [Departamento Médico Legal] e entregue ao sistema prisional”, detalhou Eugênio Ricas.

Oliveira estava foragido desde a última quinta-feira (19). Ele é um dos alvos da operação contra bolsonaristas radicais que promovem atos antidemocráticos desde o fim do segundo turno.

Um vídeo que circula nas redes sociais mostra o pastor Fabiano Oliveira em frente ao 38º Batalhão de Infantaria de Vila Velha.

Na gravação ele diz que na noite anterior, sexta-feira (16), a PF tentou cumprir o mandado de prisão contra ele, mas que os manifestantes que estavam na frente do batalhão impediram o cumprimento da determinação do Supremo Tribunal Federal (STF).

O que dizem os citados

Pastor Fabiano Oliveira

Pastor Fabiano Oliveira, teve mandado de prisão determinada no inquérito dos atos antidemocráticos — Foto: Reprodução/Twitter

Pastor Fabiano Oliveira, teve mandado de prisão determinada no inquérito dos atos antidemocráticos — Foto: Reprodução/Twitter

Na quinta-feira (15), o pastor Fabiano Oliveira se manifestou em vídeo em frente ao 38° Batalhão de Infantaria depois de saber que tinha mandado de prisão em aberto contra ele.

“Estou ciente de que não cometi nenhum crime e continuo com a mesma certeza de quem não vamos dar um só passo atrás até que o comunismo caia”, afirmou no vídeo.

Desde então o g1 tenta contato com o pastor, mas ele não atende as ligações.

Max Pitangui

Max Pitangui (PTB), investigado preso por determinação do STF no inquérito dos atos antidemocráticos — Foto: Max Pitangui/Divulgação

Max Pitangui (PTB), investigado preso por determinação do STF no inquérito dos atos antidemocráticos — Foto: Max Pitangui/Divulgação

Max Pitangui disse que considera ação equivocada.

“Essa ação é um erro. Nunca participei de atos antidemocráticos, sou contra fecharem a rua, para mim isso é uma bandidagem. Nunca fiz post influenciando ninguém”, disse Max.

Desde então o g1 tenta contato com o Max Pitangui, mas ele não atende as ligações.

Armandinho Fontoura (Podemos)

Vereador Armandinho Fontoura (Podemos) — Foto: Câmara de Vitória/Divulgação

Vereador Armandinho Fontoura (Podemos) — Foto: Câmara de Vitória/Divulgação

Em nota enviada ao g1, o Podemos, partido do vereador, informou que “no último mês, o vereador Armandinho Fontoura fez ao partido um pedido de desligamento” e que “o Podemos já autorizou a saída dele e o processo está em andamento”.

Carlos Von (DC)

Carlos Von, deputado estadual do ES alvo de busca pela PF no inquérito dos atos golpistas — Foto: Tati Beling/Assembleia Legislativa do ES

Carlos Von, deputado estadual do ES alvo de busca pela PF no inquérito dos atos golpistas — Foto: Tati Beling/Assembleia Legislativa do ES

“Pedi um assessor que fosse ao local abrir a porta. Só sei que levaram o meu computador. Eu nunca participei de nenhum ato, nunca fui a nenhuma manifestação justamente para não criar esse tipo de narrativa. Nunca me posicionei nas minhas redes sociais e nem mesmo na tribuna da Assembleia. Inclusive, nunca contestei nenhum resultado das eleições. Por isso, não entendo por que meu nome está envolvido nisso. Vão ter que provar o que estão dizendo. Essa historinha não vai prosperar”, declarou.

Capitão Assumção está usando tornozeleira eletrônica — Foto: Reprodução/ TV Gazeta

Capitão Assumção está usando tornozeleira eletrônica — Foto: Reprodução/ TV Gazeta

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1 comentário

  • Mateus Oliveira

    Mais um pastor em cana. Além de controlar seus fiéis, certos pastores querem também controlar o resto da população brasileira. É bom ver isso aí, taoquei?
    Uma coisa é 100% certa: a PF e o ministro Alexandre de Moraes estão cumprindo fielmente o que determina a lei. Se o Xandão deixasse o movimento golpista correr solto, ele poderia ser acusado de prevaricação.
    Esse pessoal que está nos portões dos quartéis pedindo golpe militar, metendo fogo em veículos e ônibus, torturando adversários, intimidando caminhoneiros, impedindo a circulação livre das pessoas, metendo bala em viaturas da PF,além de outras ações criminosas, deveria ler o Código Penal e também a Lei nº 14.197/2021, assinada pelo próprio Bolsonaro. Isso dá cana, pessoal!

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