do UOL
Quatro ministros da Primeira Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) votaram para manter o senador Sergio Moro (União-PR) como réu em uma ação penal por calúnia contra Gilmar Mendes.
O que aconteceu
O placar é de 4 a 0. A Primeira Turma formou maioria no sábado para manter Moro como réu com os votos da relatora, Cármen Lúcia, e dos ministros Alexandre de Moraes e Flávio Dino. Hoje foi a vez de Cristiano Zanin.
Falta o voto de Luiz Fux. Ele tem até sexta-feira para se manifestar no julgamento, que ocorre em plenário virtual. Como o STF já formou maioria, uma eventual divergência do ministro não mudaria o rumo do julgamento.
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A Turma julga um recurso de Moro contra a decisão do STF que o tornou réu, em junho de 2024. O senador foi denunciado pela PGR (Procuradoria-Geral da República) por calúnia após aparecer em um vídeo falando em “comprar um habeas corpus” do ministro Gilmar Mendes durante uma festa junina em 2022. O órgão pediu pena de 4 anos de prisão e perda de mandato.
Moro afirmou que o STF deixou de “corrigir injustiça” ao decidir mantê-lo réu na ação. Em nota, o senador classificou a denúncia como “inepta, contrária aos fatos e ao bom senso”, mas ressaltou estar “tranquilo”.
A denúncia por ‘calúnia’ por piada em brincadeira de cadeia em festa junina é absolutamente inepta e contrária ao Direito, aos fatos e ao bom senso. A maioria formada perde a oportunidade de corrigir os rumos da (in)Justiça. Apesar disso, confiamos na improcedência no curso do processo. Quem tem a consciência tranquila perante a lei, a verdade e a justiça de Deus, nada tem a temer. – Sérgio Moro















2 comentários
Há Lagoas
Independente do julgamento, se o establishment não impedir, ele será o próximo governador do Paraná!
Jordão Bruno
A fama de ignorante do senador Moro é amplamente conhecida no país. Fama que dia sim dia também ele acaba confirmando. Pra se livrar dessa condenação por calúnia contra o ministro Gilmar Mendes, ele vive repetindo que, no contexto, o que ele disse foi um gracejo, um chiste irrelevante. Bom, irrelevante pra ele, para a vítima, não. Seria bom se o senador lesse o livro “O chiste e sua relação com o inconsciente”, de Sigmund Freud. Certamente ele não leu, mas os outros ministros do STF, mais cultos, certamente o leram. Se o senador entender a teoria freudiana, com certeza será mais comedido nas suas “gracinhas” futuras, especialmente quando se referir a alguém com mais poder do que ele tem.