Desde 2008

Editor:
Cláudio Osti

Violência política de gênero. Vereador de Ponta Grossa é processado por Secretária da Família

3 comentários
Violência política de gênero. Vereador de Ponta Grossa é processado por Secretária da Família
Vereador Erick Camargo

Via blog do Zé Beto

por Camila Sanches, secretária da Família e Desenvolvimento Social de Ponta Grossa

Eu quero comunicar a população de nossa cidade, e em especial as mulheres ponta-grossenses, que estou processando por danos morais o vereador Erick Camargo, por eu ter sido vítima de violência política de gênero por parte deste vereador.
Pelo simples fato de eu não ter podido responder uma mensagem de whatsapp com a rapidez que ele desejava, ou exigia, fui chamada de secretariazinha, coitadinha, Camilinha, entre outras coisas.
O vereador também ameaçou abrir a porta de meu gabinete no bicudo, caso eu não o recebesse, e disse que estou brincando de casinha de boneca na Secretaria da Família.
Essas ameaças aconteceram em mensagens privadas no whatsapp, em grupos de whats de que fazemos parte, e em público em sessões da câmara municipal. Todas documentadas no processo que abri contra o vereador.
Eu não tenho medo de homens covardes, machistas e misóginos.
Se alguma vez tivesse tido medo em minha vida, não seria advogada com especialização em direito da família. Não teria uma carreira reconhecida como advogada defensora dos direitos das mulheres.
Fui coordenadora da Casa da Mulher de Ponta Grossa e presidente da Comissão de Estudos sobre Violência de Gênero da OAB – Ordem dos Advogados do Brasil, além de atuar como Presidente do Centro Acadêmico de Direito da UEPG.
Nesta minha trajetória, aprendi a lidar e não temer homens que se sentem no direito de xingar e atacar mulheres que não lhes são submissas da maneira que eles acham que toda mulher deve ser.
Aprendi também que ataques como esse nunca devem passar impunes.
A violência contra a mulher é imperdoável. Não interessa a idade, a motivação ou o local. Violência é ausência de argumentos e precisa ser combatida e denunciada.
A mulher deve sempre buscar na Justiça seus direitos e a reparação dos danos morais contra sua honra, com a devida penalização dos agressores.
Isso não apenas por ela mesma, mas também por todas as mulheres que diariamente ainda têm que suportar a violência de gênero e a covardia de machistas misóginos.

Compartilhe:

Veja também

3 comentários

Deixe o seu comentário