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sexta-feira, 30 de outubro de 2026
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Noruega vai acabar com as Rádios FM

Por Cláudio Osti
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Da F.São Paulo

Sob os olhares de outras nações, a Noruega se tornará, em 11 de janeiro de 2017, o primeiro país do mundo a tirar do ar o sinal FM.
Segundo o governo, hoje, a Noruega tem 22 estações nacionais de rádio digital e ainda há espaço para outras 20.
No entanto, só restam cinco estações nacionais de rádio FM neste país de 5 milhões de habitantes.
O serviço público de radiodifusão norueguês, o NRK, desligará seu sinal FM antes da concorrência.
Mas este processo não será repentino: o sinal sairá do ar região por região, a partir de janeiro de 2017.

ECONOMIA
O ministério da Cultura norueguês estima que a digitalização das emissoras nacionais de rádio gerará uma economia anual de cerca de US$ 25 milhões (aproximadamente R$ 75 milhões).
“O custo de transmissão de rádio nacional pela rede FM é oito vezes maior que pela rede de Retransmissão Digital de Áudio”, disse o ministério em um comunicado.
Isso se deve em parte pelo menor consumo de energia da transmissão digital.
A ministra da Cultura, Thorhild Widvey, elenca outras vantagens.
“Os ouvintes terão acesso a um conteúdo de rádio mais diverso e plural e desfrutarão de uma maior qualidade de áudio, além de novas funcionalidades”, disse recentemente.
Segundo Widvey, a digitalização também melhorará o sistema de resposta diante de emergências, já que a rádio digital é menos vulnerável a condições de clima extremas.
Iniciativa na Noruega servirá de teste para a indústria global de rádio

INDÚSTRIA
Vários outros países da Europa e do sul da Ásia também avaliam uma transição para a rádio digital.
Segundo o analista britânico James Cridland, o momento do desligamento do sinal FM na Noruega será um “momento de apreensão” para a indústria de rádio global.
“Espero que os noruegueses tenham feito o suficiente para reter a audiência e para garantir que aqueles que não tenham feito a transição para o digital o façam logo”, disse.
“Quem escuta rádio pode decidir, em vez disso, passar a ouvir sua coleção de músicas ou os serviços de streaming. Se a mudança prejudicar a audiência, pode ser que outros países fiquem menos dispostos a também desligar seu sinal FM e AM.”

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Cláudio Osti
Cláudio Osti

Jornalista e editor do Paçoca com Cebola. Cobre a política de Londrina e do Paraná.

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