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quinta-feira, 29 de outubro de 2026
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Um ano após a greve histórica, caminhoneiros dizem que a situação piorou

Por Cláudio Osti

Um ano após a greve histórica, caminhoneiros dizem que a situação pioroudo Estadão

Há exatamente um ano, os caminhoneiros iniciavam uma greve histórica que paralisou o Brasil por dez dias e provocou o desabastecimento da população. Faltou combustível nos postos e vários produtos sumiram das prateleiras dos supermercados. O resultado foi uma redução de quase R$ 48 bilhões no Produto Interno Bruto (PIB) de 2018, uma ruptura na confiança e aumento da inflação no período.

Os protestos foram iniciados por caminhoneiros autônomos por causa da escalada do óleo diesel, cuja política da Petrobrás previa aumentos semanais. De abril para maio de 2018, o preço médio do litro do combustível subiu cerca de R$ 0,20 e alcançou R$ 3,62 – o que desencadeou uma sequência de bloqueios nas estradas de todos País. A resposta do governo veio em forma de subsídio de até R$ 0,46 por litro do combustível e a criação da tabela do frete.

Um ano depois, a vida nas estradas continua difícil. Na visão dos motoristas, piorou. A tabela do frete, principal conquista após a paralisação, não funciona; o diesel voltou a subir; e a condição das estradas tem se deteriorado com a falta de manutenção provocada pela crise fiscal do País. Para piorar, a fraca atividade econômica tem feito os caminhoneiros disputar a tapas uma carga. (leia mais)

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Cláudio Osti
Cláudio Osti

Jornalista e editor do Paçoca com Cebola. Cobre a política de Londrina e do Paraná.

Sobre o editor
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1 comentário

  • Tenho um amigo empresário que me disse que o frete que ele paga não para de subir. O caminhoneiro pode não estar ganhando mas alguém está! Quanto a tal tabela de frete, ela é uma bobagem sem tamanho, um blefe criado pelo governo Temer que os caminhoneiros engoliram. E se os caminhoneiros estão acreditando no Bolsonaro presidente como se ele fosse deputado federal, podem ir tirando o cavalinho da chuva. O chefão do Bolsonaro na área econômica já determinou que o preço do diesel deve incluir os custos e os lucros (gordos) da Petrobras. Quanto ao preço do frete, que cada caminhoneiro faça o seu.

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