Quando fazia faculdade de jornalismo em Londrina eu era bancário, trabalhava na compensação. Por quatro anos somei cheques. Passava a noite somando cheques e procurando centavos de diferença que apareciam invariavelmente nas somas, já que muitos dos valores eram escritos de forma “médica”.
De lá para cá os cheques praticamente desapareceram. A informatização que ainda era incipiente mas já demonstrava que o caminho não tinha volta. Nos anos seguintes milhares de bancários foram demitidos. A maioria mudou de profissão.
Hoje, mais de 30 dias após o início da greve, percebemos que uma coisa não mudou: os banqueiros continuam milionários e os bancários sempre lutando para sobreviver.
Para os que ainda são bancários, sem querer ser desagradável, é hora de repensar se a profissão ainda vale a pena. Antigamente, uma semana de greve era o caos para a economia.
Hoje, com praticamente tudo feito de forma eletrônica, a greve não tem a mesma força. A economia reclama mas segue em frente. Os donos dos bancos olham e não se importam.
A profissão de bancário segue rumo a quase extinção.















1 comentário
Xará
Exatamente. Quando uma atividade vai sumindo é triste, mas é irreversível.